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Os benefícios e malefícios de utensílios (e embalagens) de plástico, vidro e alumínio

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Nos últimos anos muito tem se falado a respeito dos alimentos que podem trazer malefícios à saúde, o fato, porém, é que muita gente sequer se atenta para o fato de que as embalagens e até alguns utensílios domésticos podem representar riscos similares ou ainda maiores devido aos materiais de que são feitos.

Especialistas ponderam que, por mais simples que uma embalagem pareça, ela pode oferecer alguns prejuízos, seja em função de algumas substâncias tóxicas que podem ser levadas ao organismo, ou mesmo pelo acúmulo de fungos e bactérias que posteriormente serão levadas ao corpo junto dos alimentos.

Em todo caso, não existem razões para pânico. Cuidados básicos como o de selecionar melhor os alimentos e a maneira que eles são embalados e armazenados tendem a ser suficientes para amenizar os riscos. A seguir você confere uma série de informações úteis nesse sentido. Veja!

Benefícios, riscos e tudo sobre os utensílios e embalagens mais comuns

Benefício e risco das embalagem de alimentos

Embalagem de vidro

As embalagens de vidro foram por um longo período vistas como a melhor opção para quem precisava guardar alimentos em casa. E pudera, os vidros são excelentes para a preservação e conservação de boa parte dos itens de consumo, uma vez que conseguem suportar a volatividade da temperatura.

Embora na atualidade muitas famílias já tenham substituído os vidros por recipientes de plástico, o fato é que em tese isso pode ser um erro. Isso porque teoricamente o vidro é um material que levaria muitos anos para interagir com o seu conteúdo, o que em tese reduz a possibilidade de contaminar o alimento.

Em relação às embalagens, informações sugerem que compotas e conservas, como milho, palmito, azeitona e molhos, passam por um processo de aquecimento antes de serem seladas no fechamento, o que impede a formação de gases e odores graças ao auxílio da vedação que os recipientes possuem.

Além disso, os vidros escuros como de azeite e suco integral ajudam a preservar ainda mais as propriedades nutricionais e o sabor dos alimentos, podendo até protegê-lo contra a luz.

Embalagens de alumínio

Utilizado especialmente no armazenamento de bebidas a gás e determinados alimentos perecíveis, as embalagens feitas com o metal são por natureza mais porosas do que as de vidro, além do que, podem também liberar uma quantidade maior de gás carbônico quando abertas.

Estima-se que essa seja inclusive a razão pela qual a mesma bebida vendida em recipientes de vidro pode ter um sabor diferente em relação à armazenada em um de alumínio.

Apesar de a embalagem do metal gelar o seu conteúdo com grande facilidade, ela tende a alterar o sabor do mesmo pelo fato de liberar gás carbônico de forma mais rápida, especialmente quando submetida a altas temperaturas.

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Embalagens de aço

A embalagem de aço é uma alternativa para enlatados como o pescado, ervilha, café, milho e chocolate em pó. Essa embalagem é usada com alimentos que não podem ficar expostos à luz e ao oxigênio devido à sua fragilidade.

A lata de aço, assim como as metálicas preservam em 100% as propriedades nutricionais e o sabor dos alimentos, com o prazo de validade que pode chegar até cinco anos, uma vez que os enlatados são cozidos dentro do próprio aço.

O grande cuidado necessário a quem consome esses alimentos enlatados, segundo especialistas é o de nunca comprar uma lata estufada. Alguns estufamentos da embalagem podem ser causados por entrada de ar, o que consequentemente pode ter causado a contaminação e aparecimento de bolores e levedura no alimento.

Embalagem de plástico

Apesar desse ser o tipo de embalagem mais pratico e também mais amigável ao meio ambiente, é importante dizer que determinados plásticos, dependendo de sua matéria prima ou do regime industrial no qual foi produzido pode trazer vários riscos à saúde.

Apesar de as embalagens plásticas de modo geral aparentarem ser seguras e higiênicas, o fato é que no que diz respeito à saúde elas não podem ser consideradas ideais sempre.

Especialistas sugerem que esse tipo de embalagem oferecem menos riscos quando são usadas em alimentos comercializados e consumidos em baixas temperaturas sem nunca terem sofrido alterações térmicas na fabricação, transporte ou armazenamento.

Além disso, vale dizer que no caso dos recipientes, o plástico também pode não ser uma boa opção. Isso porque não é fácil higienizá-los corretamente e quando eles são mal higienizados (com esponjas abrasivas, por exemplo) eles acabam servindo de abrigo para fungos e bactérias causadores de doenças.

Em complemento a essa parte, você confere agora algumas informações importantes sobre toxinas que podem se fazer presentes no plástico e representar riscos à saúde.

Toxinas que podem se fazer presentes no plástico

Bisfenol

O Bisfenol A (BPA) é um tipo de substancia encontrada em plásticos transparentes à base de policarbono, que é prejudicial a saúde. Trata-se de um tipo de toxina que interfere na síntese, na secreção e na ação de vários hormônios, o que também pode levar ao ganho de peso.

Essa substancia se comporta no organismo de forma semelhante ao estrogênio, afetando o funcionamento de glândulas, como tireoides e ovários.

Além disso, o BPA também pode causar a puberdade precoce, além de males que incluem a obesidade, síndrome do ovário policístico, câncer de mama, infertilidade masculina e câncer de próstata.

Vale dizer que a toxina não aparece só em plástico, podendo se fazer presente também em revestimento de latas de conservas como algumas de extrato de tomate, milho, ervilha e outros, além de alguns tipos de papel filme de cozinha.

Estireno

Informações sugerem que os copos descartáveis leitosos e as embalagens brancas para alimentos, por exemplo, são feitas de poliestireno, pelo que quando expostas ao calor tendem a liberar o estireno. A substância em si é considerada por muitos como cancerígena.

Dioxina

A dioxina está entre os compostos químicos mais tóxicos entre os já sintetizados pelo homem. Ela é produzida pela incineração, durante a fabricação de produtos químicos e em outros processos que utiliza cloro.

Na década de 90, a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA- Environmental Protection Agency) descobriu que no país, cerca de 40% das emissões de dioxinas na atmosfera provinham da incineração de resíduos de serviços de saúde.

Uma das causas era a grande proporção de PVC contida neste tipo de resíduo. O cloro usado na fabricação do PVC é um ingrediente fundamental para a formação das dioxinas.

Dito isso, vale cuidado também a alguns itens como papel filme, que na maioria das vezes são descritos na embalagem como “pvc stretch film” ou filme de PVC esticável.

Informações sugerem que a exposição à dioxina pode causar além de riscos de câncer, deficiências no nascimento, retardo no desenvolvimento, diabetes, anormalidade no sistema imunológico e até endometriose.

Riscos a saúde

Por serem muito instáveis, essas substancia pode passar para comida, principalmente quando a embalagem é aquecida ou entra em contato com alimento quente, uma vez que o calor favorece a liberação da toxina. Essa migração pode acontece também no congelamento quando o plástico é resfriado. Não existe um consenso sobre a dose segura de exposição, porem sabe-se que diariamente aumenta o numero de pessoas que consome alimento de embalagem plástica.

Em 2003, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças nos Estados Unidos coletou urina de 2.517 pessoas e 93% das amostras tinham BPA. Os mais vulneráveis aos efeitos dessa substancia são os bebês e crianças pequenas. Por essa razão, no Brasil é proibida a fabricação de mamadeira contendo BPA, as embalagens de vidro já estão voltado ao mercado e as de plástico hoje são de polipropileno que não são tão prejudiciais.

Dicas para diminuir os riscos

Há controvérsias, mas para muitos especialistas o melhor é reduzir o uso de embalagens e utensílios plásticos. Ao invés disso o indicado seria armazenar e comprar alimentos embalados em recipientes de vidro, inox, porcelana ou aço.

E para quem preferir optar por potes plásticos o melhor é optar pelos isentos de BPA, evitando ainda assim sempre o armazenamento dos alimentos quentes. Também é bom evitar aquecer alimentos no micro-ondas em embalagens plásticas e usar sempre prato de vidro ou porcelana quando aquecer algo.

Não obstante, também é válido observar os rótulos e as marcações no fundo de embalagens descartáveis, especificamente dentro dos triângulos (símbolo de reciclagem) desenhados nas mesmas.

Nesses casos é importante evitar aquelas com os números 3 ou 7, pois elas possuem BPA. Aquelas que não apresentam essa informação também merecem ser evitadas.




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