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Erros que as pessoas cometem no uso do cartão de crédito e deveriam ser evitados

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Ainda hoje, muita gente acredita que o uso do cartão de crédito por si só seja um grande problema, considerando que seria alta a possibilidade de endividamento. Apesar disso, porém, a verdade é que na prática o cartão de crédito pode ser uma ferramenta de grande utilidade se utilizado da forma correta.

De modo geral, a primeira coisa que uma pessoa precisa ter em mente para fazer bom uso do cartão, é que não adianta saber só quais as facilidades oferecidas pelas operadoras, é preciso entender também as características que a ferramenta possui para fazer um uso consciente da mesma.

E ao que parece, uma grande parte dos brasileiros simplesmente desconsidera aspectos importantes dentro desse cenário. Isso porque, estima-se que 47% não saiba ao certo quanto gastam no cartão, enquanto 55% não tem a mínima noção das taxas de juros cobradas nas compras por esse meio.

Vale dizer que, esses números foram divulgados como resultado de um estudo feito no país pelo SPC Brasil (Sistema de Proteção ao Crédito), em conjunto com a CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas).

Com base em tais índices, conclui-se que a maior parte dos usuários de cartões de crédito, não sabe, por exemplo, que a taxa de juros do cartão já atingiu recente a casa dos 15,12 % por mês, que seria a maior dos últimos 20 anos. Talvez, isso justifique o fato de que 69% das pessoas ainda utilizam a ferramenta mensalmente, tendo cerca de quatro parcelas para quitar.

Agora, conforme já sugerimos inicialmente, não há nada de errado em usar o cartão de crédito, no entanto, evitar erros que podem pesar no orçamento no curto ou médio prazo, tende a ser uma estratégia inteligente para quem busca a saúde financeira. Dito isso, vamos apresentar a seguir uma lista com alguns erros que podem e devem ser evitados por quem quer fazer bom uso do cartão. Veja!

Os maiores equívocos de quem usa cartão de crédito

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Acostumar a usar o limite como um dinheiro extra

Estima-se que quase metade dos consumidores brasileiros, encarem o limite do cartão de crédito como uma das principais vantagens da ferramenta. Isso porque, em tese, esse recurso ajuda a adquirir bens que de outra forma seria difícil adquirir. Apesar disso, especialistas consideram que esse é um erro grave que pode acabar por colocar o orçamento em xeque.

Isso porque, ao encarar o limite como uma grana extra, o usuário pode acabar usando um valor que não terá condições de pagar mais tarde. Nesses casos é melhor optar por comprar um bem com o dinheiro o cliente já tem em mãos, ou fazer um planejamento minucioso para conseguir arcar com os compromissos futuros.

De modo geral, é melhor usar o limite do cartão como um recurso de emergência do que como um dinheiro extra para comprar qualquer coisa. Dito isso, o valor seria usado, por exemplo, em circunstâncias extremas, como quando um fogão, geladeira, ou outro eletrodoméstico importante quebra, por exemplo.

E é sempre bom lembrar que o uso irresponsável do cartão de crédito pode gerar juros altos que o cliente simplesmente não terá condições de pagar, o que consequentemente gera um nome sujo no mercado.

Começar pagar só a parcela mínima

Pagar a parcela mínima da fatura do cartão de crédito, é um caminho escolhido especialmente por aqueles que ainda não têm muita experiência com o cartão de crédito. Esse na maioria das vezes é um claro sinal da falta de planejamento, pois, significa que o consumidor gastou mais do que poderia pagar por mês, pelo que, opta pelo pagamento do mínimo de 15%, empurrando assim a dívida pra frente.

Embora o recurso até possa ser utilizado eventualmente em casos de imprevistos, o ideal é evitá-lo ao máximo. Isso porque ao empurrar a dívida para os próximos meses, o consumidor acaba pagando juros altíssimos, o que também ajuda a comprometer o orçamento e no longo prazo pode gerar uma conta praticamente impagável, dependendo da situação.

Nos casos em que o adiamento da conta é de fato necessário, ainda vale a pena entrar em contato com o banco para tentar negociar melhores taxas de juros e até um reparcelamento da dívida. Mas isso já seria em último caso, o melhor caminho ainda é evitar.

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Atrasar o pagamento

Muitas das pessoas que já tiveram uma experiência negativa com cartões de crédito, a tiveram por causa de um atraso no pagamento. Isso porque, diferente do que muita gente pensa, o atraso de um dia pode gerar multa de até 2% ao mês, além do chamado “Juro de mora”, que vai até 1% ao mês.

Isso pode gerar um efeito “bola de neve”, pois se faltar dinheiro pra quitar a parcela do cartão pagando a multa de atraso, o cliente pode acabar por não ter condições de pagar a fatura integralmente, o que resulta na cobrança dos juros do crédito rotativo, que é o que se aplica quando o consumidor paga apenas a parcela mínima.

Não se informar sobre as taxas do cartão

Não se engane: todo cartão de crédito tem sua política em relação a taxas, afinal, é um produto que também precisa gerar lucros à administradora. E tudo bem que tem um ou outro banco que oferece condições realmente interessantes para o usuário, mas é preciso conferir com atenção o contrato e procurar se informar a respeito das taxas existentes.

Vale lembrar aqui que alguns bancos cobram uma taxa de anuidade pelo uso do cartão de crédito, só que na maioria das vezes essa taxa pode ser negociada na abertura da conta, tudo é uma questão de conversar com o gerente pra tentar chegar ao melhor acordo.

Além disso, é importante esclarecer que podem haver tarifas em caso de solicitação de aumento do limite de crédito, também é bom ficar de olho nesse detalhe. Como se não bastasse, em alguns casos o banco também pode cobrar taxas para saques do cartão de crédito ou até para pagamentos de contas, de modo que nessas circunstâncias, pode ser mais interessante pagar contas e fazer saques no cartão de débito.

Cartões de crédito em excesso

Se lidar com um único cartão de crédito é algo que já exige grande planejamento, o desafio tende a ser ainda maior à medida que aumenta o número de cartões em casa. Isso porque ao usar mais de um cartão, o consumidor está mais propenso a se descuidar no planejamento.

Isso significa que, render-se à tentação de fazer um cartão de crédito de lojas, por exemplo, pode ser perigoso, visto que há chance de você se esquecer de pagar a fatura.

Não conferir o extrato

Hoje em dia não faltam ferramentas para que o consumidor possa acompanhar de perto os gastos do cartão de crédito. A maioria das instituições, oferecem acesso ao extrato seja por meio dos caixas eletrônicos, ou mesmo aplicativos e sites oficiais.

E tudo isso existe por uma razão: para que o cliente possa manter o controle de tudo o que vem gastando, pra evitar assim inadimplência por falta de planejamento. Observar os gastos da fatura ajuda não só a ver quais são os gastos previstos para a próxima fatura, como também a analisar quais são os gastos desnecessários que podem ser cortados do orçamento nos meses seguintes.

Não planejar corretamente o débito automático

O recurso do débito automático é interessante para quem não quer enfrentar longas filas para fazer o pagamento da fatura a cada mês. Mas também tem lá seus pontos negativos. Se houver um erro nos lançamentos de gastos ou até uma cobrança indevida, por exemplo, o consumidor pode perder muito tempo e passar por momentos de grande estresse até conseguir contornar o problema junto à instituição.

Além disso, mesmo para aqueles que decidem assumir esse risco, o uso do débito automático deve ser feito de forma planejada para que não haja atrasos no pagamento.




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