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Comprar azeite de Oliva 'Extra Virgem': teste de qualidade com 19 marcas revela a verdade

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O azeite de oliva extra virgem é uma espécie de óleo saudável que na maioria das vezes pode ser consumido sem medo. Apesar disso, levantamentos recentes apontam que algumas marcas têm usado de má fé, ao vender apenas um mistura de óleos que na verdade ficam muito longe de ser um azeite de oliva extra virgem. A seguir você poderá conferir quais são as marcas que oferecem os melhores azeites. Veja!

Comprar azeite de Oliva ‘Extra Virgem’: teste de qualidade com 19 marcas revela a verdade

Comprar azeite de Oliva 'Extra Virgem': teste de qualidade com 19 marcas revela a verdade

Segundo notícias recentes, a ‘Proteste – Associação de Consumidores’, realizou um teste com 19 diferentes marcas de azeite extra virgem. A instituição chegou à conclusão de que marcas como Vila Real, Quinta d’Aldeia, Figueira do Foz e Tradição, não seriam azeites, mas, sim uma espécie de mistura de óleos refinados.

No teste realizado observou-se ainda que menos da metade das marcas oferece de fato azeite extra virgem, o produto das demais acabou sendo classificado apenas como virgem. As marcas de azeite cujos produtos foram considerados extra virgens são Qualitá, Vila Flor, La Violetera, Andorinha, Cocinero, Cardeal, Carrefour e Olivas do Sul. Por outro lado, a lista dos que atingiram somente a classificação de virgem inclui marcas famosas, como Serrata, Pramesa, La Espanhola, Gallo, Beirão, Carbonell e Borges.

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Fraude contra o consumidor

Diante da situação, a conclusão mais óbvia é a de que tem havido muita fraude contra o consumidor no que diz respeito à qualidade de determinados produtos. No caso do azeite de oliva, cujo consumo se dá especialmente em função das propriedades antioxidantes e dos benefícios oferecidos pelo produto à saúde de modo geral, o fato de algumas marcas não entregarem exatamente o que prometem torna-se algo ainda mais preocupante.

Segundo informações relacionadas à pesquisa, determinadas marcas oferecem na verdade uma mistura de óleos refinados com outros óleos e gorduras, ou seja, o teste não apenas mostrou que os produtos não tinham qualidade, como também indiciou a presença de óleos de sementes oleaginosas, o que representa na verdade uma grande fraude contra o consumidor.

As sete marcas que passaram pelo teste como virgens, não cometeram uma fraude, no entanto, isso não quer dizer que tenham o direito de vender seus produtos com a denominação de extra virgem.

Vale ressaltar que considera-se fraude o fato de um produto vendido para o consumidor com conteúdo diferente daquele estabelecido por lei. A entidade realizadora da pesquisa, irá criar uma notificação para que o Ministério da agricultura, Ministério Público e a Anvisa possam conduzir uma fiscalização de forma mais eficiente.

Resposta das marcas reprovadas

A importadora responsável pela marca Quinta ‘Áldeia, a Sales, afirmou que foi notificada pela Proteste no dia 4 de agostos sobre o resultado da pesquisa. A marca garantiu estar tentando esclarecer o que ocorreu juntamente com a entidade.

A importadora afirma que o lote 80 no qual o teste se baseou, encontra-se de acordo com o laudo solicitado pela empresa, o que os deixa curiosos por saber detalhes do conteúdo observado no laudo da pesquisa. A empresa ainda declarou concordar em apresentar contraprova para tentar assegurar a qualidade dos azeites vendidos. A Angel que importa azeite das marcas Vila Real e Figueira da Foz, ainda não se pronunciou sobre o assunto.

A marca Carbonell, informou à instituição da pesquisa que os lotes de produtos importados passam rigorosos teste de qualidade em laboratórios do governo da Espanha, que por sua vez, são credenciados e exigidos pelo Brasil.

A empresa ainda informou que uma contraprova com produtos do mesmo lote da pesquisa foi elaborada em um dos laboratórios Espanhóis, e que curiosamente o resultado apontou que sim, o produto da marca possui todas as característica de um extra virgem.

O Grupo Manuel Serra, que possui as marcas Serrata e Beirão, deixou claro que seus produtos possuem o certificado de IFS, um dos certificados mais importantes da indústria alimentícia, geralmente atribuída a um produto devido a seus méritos. O Grupo ainda informou que o teste feito pela Proteste segue de forma contrária as regras internacionais do comércio e direito.




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