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Músicas que comprovam que nem só de calmaria é feita a MPB

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Arranjos complexos pautados em acordes difíceis, músicas bem trabalhadas e com melodia suave e uma boa letra. Para muitos essa é a melhor definição para a MPB, mas, quem disse que isso é regra?

Pois bem, como a bossa nova teve um papel fundamental na popularização do gênero, até hoje a MPB continua sendo associada ao que foi sumariamente descrito pela frase que iniciou esse artigo, um ledo engano.

Basta olharmos com um pouco mais de atenção para a história da Música Popular Brasileira para encontrarmos provas irrefutáveis de que, contrariando o senso comum, guitarras sujas carregadas de distorções e vocais agressivos podem sim se enquadrar no gênero.

Para ilustrar isso, portanto, listamos a seguir algumas músicas que se encaixam nesse contexto. Confira!

Cabe guitarra suja e vocais agressivos na MPB, sim!

Gal Costa: “Cultura e Civilização”

https://www.youtube.com/watch?v=mL42yQSmrHs

O primeiro disco de Gal Costa com a música “Cultura e Civilização” parece que quis mandar a cultura e a civilização se danar, e isso foi só o início. De lá pra cá a cantora potencializou o tropicalismo do cantor Gilberto Gil, que escreveu a letra e Caetano Veloso que ainda hoje trabalha ao seu lado na produção de discos.

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Milton Nascimento e Lô Borges: “Trem de Doido”

https://www.youtube.com/watch?v=RvMZ7Dpmr8k

Um das músicas clássicas do disco “Clube da Esquina” é dominada por guitarras de Toninho Horta. O intérprete é Lô Borges, parceiro de Milton Nascimento. O projeto é até hoje apontado como um dos mais ambiciosos do cenário musical do país.

Luiz Melodia: “Magrelinha”

https://www.youtube.com/watch?v=2Ym8AB31v5w

A canção que faz parte do disco “Perola Negra” é um dos maiores clássicos de Luiz Melodia. Por décadas ela fez muitos marmanjos cantarolar a canção ao ver uma moça bonita passando pela rua.

Elis Regina: “Velha Roupa Colorida”

https://www.youtube.com/watch?v=Dv6IkNTfOro

Elis Regina pode ter sido uma das maiores detratoras da Jovem Guarda e Tropicalismo, afinal até participou de um manifesto contra as guitarras elétricas.

O fato, porém, é que ela já havia se valido do artifício no início da carreira, no anos 1960, quando gravou canções com guitarras consideravelmente agressivas. Um dos casos é a canção “Velha Roupa Colorida”, composição de Belchior, do aclamado disco “Falso Brilhante”, que trouxe uma bela pegada blues.

Marisa Monte: “Ando Meio Desligado”

https://www.youtube.com/watch?v=1OHpFTyfQLs

Nesse caso você pode até protestar dizendo que a canção é d’Os Mutantes, no fim das contas estará certo. Mas o fato é que ela ajudou Marisa Monte a se tornar uma grande promessa da música brasileira.

Chico Buarque: “Ode aos Ratos”

https://www.youtube.com/watch?v=RkTfRC-bU2Q

“Ode aos Ratos” é apresentada como um baião, mas propositalmente ou não, Chico Buarque se vale do ritmo para pregar uma peça em quem ouve a canção.

A aclamada música acaba comparando humanos a bichos asquerosos, mas tudo com um cuidado quase que poético que não chega a ferir nem mesmo quando fala da semelhança que os “aborígene do lodo” em tese possuem com os “pensantes”.

Tulipa Ruiz & Criolo: “Víbora”

https://www.youtube.com/watch?v=HMCYQv-hi58

“Tudo Tanto”, que traz a canção “Víbora”, foi uma verdadeira surpresa para os fãs de Tulipa Ruiz. A obra mostrou que por traz da serena e doce voz há também uma artista que não faz feio quando decide recorrer à agressividade, e “Víbora” acabou com quaisquer resquícios de dúvidas em relação a isso.


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