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5 fake news espalhadas para difamar Catarina, a Grande

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Catarina, a Grande, se tornou uma das mulheres mais poderosas do mundo. Mesmo assim, seu nome não costuma aparecer de forma tão frequente nos livros de história como o de seus companheiros homens que conseguiram feitos semelhantes, muitas vezes menores, do que os seus. Mas os especialistas em história Russa afirmam que Catarina teve um reinado tão importante que constantemente é tido como a Era de Ouro naquele império. 

Nascida Frederica Sofia, a czarina era filha de um nobre prussiano em decadência e, por isso, não tinha muitas chances de ascender ao trono. A situação mudou quando a czarina Isabel a convidou para conhecer seu sobrinho, Pedro III, neto de Pedro, o Grande. A princesa tinha apenas 15 anos e, por não ser uma nobre de alta linhagem, Isabel achava que ela seria mais dócil, uma ótima escolha para o príncipe herdeiro.

Muitos integrantes das famílias reais espalhadas pelo mundo tinham que mudar de nome e também se converter para a religião que era tida como a oficial na sua época. Foi na época do seu casamento que ela teve que mudar de nome para Yekaterina e também teve que se converter para a religião ortodoxa.

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Mas o casamento com Pedro III teve uma série de problemas, basicamente porque os dois se detestavam. E isso fez inclusive que a nobre decidisse por disputar o trono completamente sozinha. Quando Pedro III se tornou imperador, Catarina deu um golpe de estado junto ao seu amante na época, Grigori Orlov. 

Ela prendeu Pedro e declarou a si mesma como Catarina II, soberana de todos os russos. No dia 17 de julho, Pedro III acabou sendo assassinado, em circunstâncias que ainda permanecem um mistério. 

Historicamente, Catarina II foi a soberana do Império Russo de 1762 até 1796. O período foi marcado especialmente por um grande esforço que ajudou a tornar a nação muito mais moderna. Mas, por se tratar de uma mulher e pela série de circunstâncias que acabaram levando Catarina ao trono, ela foi vítima de uma das maiores campanhas de difamação de todos os tempos. 

5 fake news espalhadas para difamar Catarina, a Grande

Confira algumas fake news que acabaram sendo espalhadas e se consolidando sobre a vida de Catarina II. 

Catarina seria colecionadora de móveis eróticos

A vida sexual de Catarina sempre foi o tema central de muitas conversas e especulações sobre a soberana. Afinal de contas, historicamente ela mantinha um amante enquanto o seu marido, Pedro III, também tinha uma amante. Mas, na época, o normal era apenas que o homem tivesse um relacionamento paralelo fora do seu relacionamento oficial. Mas, a partir daí, uma série de mentiras acabaram sendo espalhadas. 

Uma das mais famosas foi que de que Catarina teria, em seus aposentos, uma vasta coleção de móveis eróticos. Muitos afirmavam que ela tinha decorado completamente a sua casa com cadeiras e mesas um tanto incomuns, com a figura de homens e mulheres sem roupas, além de uma série de representações das partes intimas masculinas e femininas. 

Potemkin teria selecionado todos os amantes de Catarina

Algo que realmente foi comprovado pelos historiadores ao longo dos anos foi o fato de Catarina ter tido muitos amantes ao longo da sua vida. E um dos mais famosos foi o tenente Grigori Potiomkin, que ficou mais conhecido como Príncipe Potiomkin. Muitos especialistas na vida de Catarina afirmam que ele teria sido o único amante ao qual ela realmente teve sentimentos profundos. E, mesmo depois da separação, teria sido ele que escolhia os outros amantes, sempre com o objetivo de não atrapalhar seus objetivos políticos. Mas isso nunca foi comprovado pelos historiadores. 

Catarina teria condessa para testar a capacidade masculina

Uma outra história que foi espalhada sobre a rainha Catarina também estava relacionada ao seu apetite voraz quando o assunto era homens. Para evitar que ela se decepcionasse com homens que ela escolhia como amantes no momento que eles iam para o quarto, Catarina teria nomeado a condessa Praskovya Bruce, sua dama de companhia, com um cargo chamado de L'éprouveuse, ou Testadora da capacidade masculina.

Basicamente a tarefa da condessa era passar uma noite com o homem escolhido por Catariana antes dele ir para os aposentos reais. Assim, ela teria a capacidade de analisar o desempenho do pretendente na hora H, para então recomendar ou não para a imperadora. Mas a amizade delas teria sido interrompida quando a condessa foi encontrada em uma missão com o jovem amante de Catarina, Rimsky-Korsakov. Ambos se retiraram da corte imperial para Moscou. Mas, mais uma vez, essa história nunca foi confirmada pelos historiadores. 

Catarina teria se vingado de uma rival de 16 anos

Catarina teria se tornado implacável com as pessoas com quem tinha qualquer tipo de problema. E, diante desta informação, uma série de boatos começaram a surgir sobre uma vingança que teria sido promovida pela soberana contras uma rival que tinha apenas 16 anos de idade. O fato teria acontecido quando Catarina tinha seus 60 anos.

E, mais uma vez, o problema envolvia um amante de Catarina. No caso, se tratava de Alexander Mamonov, que teria fugido com uma das damas de honra de Catarina, que tinha apenas 16 anos de idade. A vingança: Catarina teria enviado policiais disfarçados de mulheres para chicotear a menina na frente do seu marido. Mas nunca se encontrou nenhum registro sobre o assunto. 

Catarina teria morrido enquanto mantinha relações sexuais com um cavalo

Mais uma grande mentira espalhada sobre Catarina. Ela foi encontrada pela equipe do palácio tendo fortes espasmos em seu banheiro, o que claramente era um derrame. Posteriormente a causa teria sido confirmada através de uma autópsia. Mas logo depois começaram a circular boatos de que ela teria morrido enquanto fazia sexo com um cavalo. Não há qualquer evidência de que algo assim tenha acontecido.




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