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5 Curiosidades sobre George Orwell, autor da obra “1984”

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No ano de 1949 o jornalista, ensaísta e romancista britânico lançou um livro chamado “1984”, que já nasceu para ser polêmico. Mas o que acabou tornando este livro tão importante para os nossos tempos é o fato de que ele nunca pareceu tão atual na nossa sociedade, inclusive antecipando alguns comportamentos que viriam a se tornar padrão décadas mais tardes. 

A obra foi um grande sucesso, rapidamente sendo traduzida para mais de 65 países, posteriormente acabou tendo o seu texto base adaptado para minisséries, filmes, além de ter inspirado quadrinhos, mangás e até mesmo uma ópera. Mas a atenção do grande público acabou se tornando mais evidente a partir do ano de 1999, quando a produtora holandesa batizou um programa do gênero reality show de “Big Brother”, um termo criado dentro da história de Orwell. 

A história do livro se passa na cidade de Londres, mas que foi criada de uma forma diferente daquela que conhecemos na vida real. Tanto é que, no livro, ela está localizada em uma região fictícia, que foi chamada de “Oceania”. 

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Tudo gira em torno do Grande Irmão. “Quarenta e cinco anos, de bigodão preto e feições rudemente agradáveis”, o Big Brother é o líder máximo. Assumiu o poder depois de uma guerra de escala global (análoga à Segunda Guerra, porém com mais explosões atômicas), que eliminou as nações e criou três grandes estados transcontinentais totalitários. A Oceania reúne a ex-Inglaterra, as ex-Américas, ex-Austrália e Nova Zelândia e parte da África. É um mundo sombrio e opressivo.

A figura do Grande Irmão é presente o tempo todo naquela sociedade, já que ele aparece nas telas que estão espalhadas por todos os lugares, desde os locais públicos até os recantos mais íntimos dos lares. Eles funcionam como uma espécie de televisão, mas que é capaz de monitorar, gravar e espionar a população. 

O protagonista da história é o funcionário do Departamento de Documentação do Ministério da Verdade, Winston Smith. Este é um dos quatro ministérios que governam a Oceania, sendo que a sua principal função é recriar a verdade, falsificando registros históricos, para que o passado seja moldado de acordo com os interesses dos governantes do presente. 

Mesmo sendo um funcionário público, Winston não se adequa ao sistema, mas evita desafiar o grande irmão, a não ser pelas páginas escritas no seu diário, o que sempre é feito longe das telas, já que este tipo de registro era proibido naquela sociedade.

5 Curiosidades sobre George Orwell, autor da obra “1984”

Confira algumas curiosidades sobre o autor George Orwell:

Pai era funcionário público

O pai do autor era um funcionário público, assim como o personagem principal do livro 1984. Ele trabalhava no Departamento de Ópio do governo britânico na Índia. O trabalho do pai basicamente era supervisionar os fazendeiros indianos que viviam do cultivo da droga.

Trabalhou como policial

Pode parecer que a grande maioria dos autores são pessoas que passam a vida estudando. Mas, na verdade, o jovem George realmente não era muito fã dos estudos. Com isso, ele decidiu se alistar no serviço público do Império e, assim como seu pai, foi trabalhar no exterior, mas na Birmânia. Lá, ele acabou trabalhando como policial. Mas, nas horas vagas, gostava de escrever. Acabou sendo dispensado das atividades depois que contraiu dengue. 

Foi mendigo em Londres

Quando retornou do exterior, queria muito escrever sobre a vida das pessoas que eram consideradas, por ele, oprimidos pelo sistema. Para isso, ele decidiu abrir mão de alguns dos seus benefícios em relação a sua vida e família, passou a conviver mais com as pessoas que moravam nas ruas e que não tinham outras opções de vida. Chegou até mesmo a passar algum tempo morando nas ruas e convivendo com essas pessoas. Mas sua família saiba e acompanhava os passos do escritor. 

Criou um filho adotivo

Orwell nunca teve um filho biológico, já que era estéril. Ele e sua família ficaram sabendo de uma mulher que teria um filho mas que não teria condições de sustenta-lo. Por isso, o casal acabou fazendo uma proposta para adotar o filho da mulher. No ano seguinte, a esposa do escritor acabou falecendo, o que acabou fazendo com que Orwell tivesse que criar o filho adotivo sozinho. 

Morreu sozinho

George Orwell faleceu na manhã do dia 21 de janeiro de 1950. De acordo com as informações que foram divulgadas na época, uma artéria estourou no pulmão do escritor, sufocando e matando ele quase que na mesma hora. Na ocasião dos fatos, ele tinha apenas 46 anos de idade. Como ele era ateu declarado, George não podia ser enterrado em cemitérios de igrejas. Mesmo assim, os amigos do escritor conseguiram convencer os paroquianos da All Saints’ Churchyard in Sutton Courtenay, na Inglaterra, de que ter George Orwell em seu cemitério seria boa publicidade para a igreja.


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