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Ditadura militar no Brasil: veja 10 filmes que explicam o golpe militar de 1964

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Um dos períodos mais sombrios da história do Brasil é sabidamente o da Ditadura Militar que durou longos e intermináveis 21 anos. O período marcou tanto, que inúmeras obras de cinema foram criadas com o objetivo de retratar o assunto, cada filme, trazendo uma faceta única e bastante particular do tema.

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Apesar do fato de o surgimento desse tipo de filme ter se intensificado nos últimos anos, o que muitos não sabem é que até mesmo durante o período do “Regime” algumas obras discorreram sobre o assunto graças a seus corajosos criadores. Um dos mais emblemáticos exemplos é “Terra em transe”, de Glauber Rocha, que mostrava disputas políticas em um País fictício, retratando o tema de maneira alegórica.

Outro corajoso foi Olney São Paulo, que foi ainda mais ousado, gravando protestos de rua e transformando os registros em uma espécie de parábola em uma emblemática obra, um trabalho que lhe custou não só a liberdade, como também a vida. Na sequência você poderá conferir outros dez filmes que já retrataram o “Golpe militar de 1964”.

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Ditadura militar no Brasil: veja 10 filmes que explicam o golpe militar de 1964

MANHÃ CINZENTA – 1968

Esse foi o emblemático filme dirigido por Olney São Paulo, o mesmo que veio a ser a principal causa de sua morte anos mais tarde em meio a sessões de tortura. O cineasta militante retratou no filme, uma fictícia ditadura latino-americana, entretanto, o militarismo Brasileiro tomado por repúdio tratou de tirar de circulação as cópias do longa. Apesar do esforço da ditadura à época, uma das cópias sobreviveu para mostrar a coragem de seu diretor.

PRA FRENTE, BRASIL – 1982

Ainda em meio ao período de ditadura militar, o filme “Pra Frente Brasil” surgiu levando aos espectadores a história de um personagem que ao ser confundido com um “subversivo” acaba sendo submetido a sessões de tortura para que confessasse seus supostos “crimes”. O longa era repleto de astros Globais e em tese, foi justamente isso que contribuiu com a efetivação da obra.

NUNCA FOMOS TÃO FELIZES – 1984

O ano que antecedeu o fim da ditadura militar, foi marcado por pelo menos duas grandes obras cinematográficas que discorriam sobre o tema, uma das quais, o longa “Nunca fomos tão felizes”. O filme retratou de maneira única uma relação entre pai e filho em um reencontro depois de tempos separados, uma história muito bem costurada tendo o regime militar como pano de fundo.

CABRA MARCADO PARA MORRER – 1984

Essa foi a outra grande obra cinematográfica do ano que antecedeu o fim do regime militar, a história abordada no longa remetia o espectador à própria história da ditadura Brasileira. Uma verdadeira obra-prima em se tratando de produções pautadas na história do militarismo no País.

O QUE É ISSO, COMPANHEIRO? – 1997

Apesar de ser uma espécie de ficção, o filme “O que é isso companheiro”, produzido doze anos depois do fim da ditadura, é uma das primeiras obras de grande porte a retratar de maneira consideravelmente aberta o militarismo. A produção contou com um elenco de peso à época e chegou a ser indicado ao Oscar, comprovando a repercussão Internacional que alcançou.

AÇÃO ENTRE AMIGOS – 1998

Nesse longa feito treze anos depois do fim do “Regime militar”, Beto Brant mostra a história do reencontro de quatro ex-guerrilheiros que se encontram duas décadas e meia depois do golpe de 1964. Depois do reencontro, o grupo descobre que seu maior carrasco na época da ditadura, que inclusive matou a namorada de um deles, ainda segue vivo, pelo que, decidem ir em busca de vingança.

CABRA CEGA – 2005

Esse é mais um longa de ficção a retratar o golpe militar, o filme mostra a história de um guerrilheiro ferido que acabou optando por se esconder no apartamento de um amigo. A produção foi a melhor de ficção de Toni Venturi.

O ANO EM QUE MEUS PAIS SAIRAM DE FÉRIAS – 2006

Lançado a menos de dez anos, esse longa é um delicado drama que utiliza o ponto de vista de uma criança para enxergar de maneira aprofundada o regime militar e suas consequências no âmbito familiar.

HOJE – 2011

Lançado a três anos, o claustrofóbico filme de Tata Amaral remete os espectadores aos fantasmas  da ditadura. O longa foi interpretado pela talentosa atriz Denise Fraga, que surpreendeu em seu papel dramático.

TATUAGEM – 2013

Lançado no ano passado, o filme “Tatuagem” trouxe uma ousada visão política que tem como pano de fundo o militarismo propriamente dito. A obra foi protagonizada por um grupo teatral Recifense.




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