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Saiba de onde surgiram as famosas bolas de cristal

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A bola de cristal acabou se tornando um símbolo de misticismo. Afinal de contas, de acordo com o que se sabe delas, determinadas pessoas podem acabar vendo o futuro apenas olhando para este objeto. Ela é explorada constantemente nas mais variadas obras de ficção. Mas de onde surgiram essas bolas e como elas ganharam este significado?

Um dos primeiros relatos do que pode ser considerado como uma bola de cristal surgiu no livro “História Natural”, escrito em 77 d.C. por “Plínio, o Velho”. Eram descritas diversas formas de magia, incluindo “magias com água e com esferas”. O livro relatava basicamente a relação entre os druidas e a magia.

Saiba de onde surgiram as famosas bolas de cristal

No século 14, com o início do Renascimento, vários textos árabes começaram a ser traduzidos para línguas europeias. Entre eles, estava o Picatrix, um tratado de magia negra que via o misticismo como uma ciência. Ao racionalizar a vidência, esses textos a fizeram crescer em popularidade, ainda mais que ela ofereceria uma contrapartida ao cristianismo, que na época era bastante sustentado no pecado e na culpa para atrair seguidores.

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A igreja católica acabou demonizando as bolas de cristais, assim como todo e qualquer objeto utilizado para magia. Mas, ao longo da história, as bolas de cristais ganharam defensores importais, como John Dee, que era um cientista inglês e conselheiro da Rainha Elizabeth I. Dee praticava a clarividência junto com o colega Edward Kelly: eles ficavam encarando um espelho de obsidiana na esperança de conseguir sabedoria sobrenatural dos anjos e ajudar no reinado de Elizabeth I.

As bolas de cristal também começaram a aparecer em outras culturas. Hoje em dia a grande maioria das pessoas pensam logo nas famosas mulheres com turbante na cabeça esfregando a bola de cristal. Na verdade, essa foi uma figura que acabou sendo popularizada pelas ciganas, que que praticavam e ainda continuam praticando diversos tipos de adivinhações.

Mais recentemente, as bolas de cristais também acabaram surgindo como objetos utilizados pelos mágicos. Um dos mais famosos a utilizar este objeto foi Claude Alexander Conlin, que viveu entre 1880 e 1954. Chamado de “Alexander, o Homem Que Sabe” e “Alexander, o Profeta de Cristal”, o mágico também comercializava suas próprias bolas de adivinhação.

A partir de então, o cinema acabou se tornando o responsável por popularizar ainda mais o objeto, em produções como “O Mágico de Oz”, de 1939, e “Quero Ser Grande”, de 1988.




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