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Liberação dos cassinos: pausa

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A grande polêmica sobre a possibilidade de liberação dos jogos de azar não conhece desenvolvimentos já faz dois meses, desde que a Comissão de Constituição e Justiça do Senado votou contra o projeto apresentado pelo senador Benedito de Lira (PP-AL), no início de março. Mesmo sem ser vinculativa, e apesar da promessa do senador de submeter o projeto assim mesmo à votação do Senado, o certo é que desde esse momento não teve mais novidades sobre o tema.

Dificuldades em ano de eleição presidencial

No final de abril, foi organizado um seminário sobre o tema da liberação dos jogos de azar pela Frente Parlamentar Mista em Defesa do Turismo, que aconteceu na Câmara Federal. O próprio responsável, deputado federal Herculano Passos (MDB-SP), reconheceu que o principal problema no momento é o fato de ser ano de eleição presidencial e de isso impedir que exista vontade política para falar de temas altamente polêmicos, como é este.

Diz-se que o presidente Temer é, pessoalmente, favorável à liberação, mas que não pretenderia arriscar apoios políticos uma vez que boa parte de seus aliados está contra essa medida.

Liberação dos cassinos: pausa

Possibilidade de jogar online

O mais curioso de tudo isso é que, para qualquer cidadão, a possibilidade de jogar em cassinos online continua também sem qualquer mudança. Basta um computador ou um celular com acesso à internet, fazer uma busca rápida e acessar as plataformas de jogo, baseadas em países estrangeiros – com legislação local detalhada sobre essa atividade – e é só começar jogando. Seja na roleta, no jogo 21, no caça-níquel virtual ou em qualquer outra possibilidade que esses sites oferecerem.

Será que a iniciativa vai mesmo parar?

É demasiado cedo para afirmar isso. Primeiro, porque o lobby favorável à liberação tem consciência da dificuldade política do momento e sabe que é preferível esperar “no interior da trincheira” até chegar um momento mais adequado. Segundo, porque existe, de fato, uma mudança na atitude da sociedade brasileira sobre a matéria. Uma enquete recente apontou que as opiniões estão quase perfeitamente divididas sobre se os jogos devem ou não ser liberados, com 45% a favor e 45% contra, com os restantes se mostrando sem opinião. Esses 45% de opiniões favoráveis à liberação serão uma força poderosa no sentido de manter o assunto “quente”.

Afinal, até mesmo o prefeito carioca Marcelo Crivella reuniu com empresários do setor do jogo e, quando a mídia lhe perguntou se ele seria favorável à liberação dos cassinos, ele respondeu que as reuniões eram para falar de projetos imobiliários e turismo, evitando referências diretas ao tema.




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