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Epidemia do sono: conheça essa intrigante história

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A humanidade já passou por diversas epidemias, e algumas doenças foram e ainda são consideradas muito estranhas quando comparadas com outras crises de saúde pública. Uma curiosa doença acabou assolando a Europa um pouco antes do final da Primeira Guerra Mundial. 

Diversos soldados começaram a ser examinados depois de apresentarem sintomas como estado de letargia e confusão profunda. Primeiramente se imaginou se tratar de um sintoma devido a exposição dos solados aos gases utilizados nos combates. Mas, depois de um tempo, civis começaram a apresentar sintomas parecidos, mas com uma diferença: eles adormeciam completamente, de uma hora para a outra. 

Os pacientes dormiam de uma hora para a outra, e depois entravam em uma espécie de coma. Algumas manifestações da doença acabavam levando a morte. Ou seja, as pessoas simplesmente não acordavam nunca mais do seu sono. No ano de 1917, uma publicação feita em um periódico de medicina acabou citando o problema e chamando como “doença do sono”.

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A doença, que depois ficou conhecida como Encefalite Letárgica, acabou se tornando uma ameaça, uma vez que tomou grandes proporções. Mas a doença acabou não ganhando tanta importância, já que na mesma época o mundo começou a viver o surto da gripe espanhola, que até os dias de hoje é considerada como uma das epidemias mais mortais que já aconteceu no Planeta. 

Muito embora a doença afetasse pessoas de todas as idades, os jovens e principalmente as mulheres entre 15 e 35 anos de idade compunham o grupo de risco. Assim que afetados, os primeiros sinais típicos envolviam dor de garganta aguda e febre, acompanhadas de dor de cabeça forte. Com isso, a pessoa também acabava sofrendo de visão dupla e fraqueza severa.

Muitas pessoas acabaram entrando em pânico, com medo de dormir e não acordar nunca mais. O consumo de medicamentos que prometiam manter as pessoas ativas e sem sono disparou. 

Estima-se que a epidemia do sono matou 1 milhão de pessoas pelo mundo, deixando outras milhares de pessoas presas dentro de si mesmas, em estado catatônico ou recuperadas sob traumas permanentes. O número exato de indivíduos que contraíram a encefalite letárgica é impreciso, uma vez que, no início, a doença não era de notificação obrigatória em todos os países, portanto muitos dados se perderam. Especula-se que cerca de 50% a 75% dos casos não foram informados.




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