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Abaixo de zero: conheça animais que sobrevivem em temperaturas negativas

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O ser humano acabou se tornando a espécie dominante no planeta porque conseguiu melhor se adaptar as condições que a Terra oferece neste momento de tempo do planeta, que possui milhões de anos e que já teve as mais variadas formações e características. Mas, existem muitas espécies animais que atualmente vivem por aqui que poderiam se tornar as novas dominantes, especialmente se houver uma grande mudança na temperatura média da Terra. 

Apesar de se falar muito em aquecimento global, um conjunto de rotinas que estariam fazendo com que a temperatura média do planeta esteja subindo de forma gradativa, muitos especialistas afirmam que este desbalanço pode causar uma série de eventos climáticos em nosso planeta, incluindo o inverso, que seria justamente o frio extremo em determinadas regiões da Terra. 

O planeta já passou por situações parecidas, quando animais completamente diferentes acabavam dominando, em termos de presença. E, hoje em dia, os pesquisadores conhecem diversas espécies que atualmente vivem em nosso planeta e que conseguiriam sobreviver ao frio extremo de uma forma muito mais eficiente do que os humanos, pois eles não precisariam de outros recursos tecnológicos para isso. 

Confira algumas delas:

Rã-da-floresta

Este simpático e pequeno anfíbio pode parecer muito frágil quando comparado com outros animais que ele precisa encontrar na natureza. Mas, se as coisas esfriarem por aqui, ele realmente pode acabar se tornando uma espécie em abundância. Ela conta com uma pele delicada e porosa, mas consegue sobreviver ao frio especialmente pelo acumulo de ureia em seus tecidos. Além disso, no seu corpo acontece um processo de conversão de glicogênio em glicose que também ajuda a ter sempre energia que possa ser queimada. 

Besouro-de-casca-lisa-vermelho

Abaixo de zero: conheça animais que sobrevivem em temperaturas negativas

Já este inseto conta com algumas estratégias muito interessantes que podem acabar garantindo a sua sobrevivência nas mais variadas situações. Ele costuma se esconder em choupos de bálsamo do Alasca, justamente para conseguir sobreviver as temperaturas baixas da região. Ele fica especificamente na área úmida sob a casca das árvores, enquanto cria proteínas que atuam no seu corpo como anticongelantes. Assim, ele não deixa que se formem cristais de gelo em suas células, que poderiam acabar levando a morte rapidamente. De acordo com pesquisas feitas com este inseto, ele conseguiria aguentar temperaturas de até -150 º C.

Besouro-Upis

Um outro besouro também aparece nesta lista de possíveis sobreviventes a temperaturas extremas no planeta, o da espécie Besouro-Upis. Sua estratégia é parecida com o seu parente citado anteriormente, mas eles preferem se esconder em fendas de árvores secas. Além disso, o seu corpo se desenvolveu com o passar dos anos para que ele consiga evitar a u9midade por meio da expulsão da água das suas células, evitando assim a ruptura celular mortal causada pela expansão dos cristais de gelo. Com essa estratégia, eles também conseguem alcançar marcas impressionantes de sobrevivência, ficando vivos mesmo em ambientes com temperaturas de -76 ºC. 

Esquilo-terrestre-do-Ártico

Saindo um pouco dos insetos e indo para um animal que, pelo menos aparentemente, pode ser considerado um pouco mais “fofinho”. Este esquilo teve que se adaptar para conseguir sobreviver nas temperaturas baixas do Ártico. Uma das estratégias utilizadas é a hibernação, que também é feita por outras espécies e que ajuda especialmente o corpo a poupar energias. Neste estado, ele consegue respirar apenas uma vez por minuto, e seu coração bate cinco vezes por minuto. No cérebro, o esquilo acaba cortando conexões neurais durante o estágio de hibernação, o que funciona basicamente como uma chave para desligar o seu corpo, acordando apenas uma vez há cada três semanas. 

Mariposa-urso-lanoso-do-Ártico

Já essa mariposa também possui uma estratégia de sobrevivência que necessita de longos períodos de preparação. Para antes, antes da chegada das épocas com temperatura mais extremas, ela se alimenta da maior quantidade de comida possível. Depois, entre em estágio de hibernação, desligando completamente o seu corpo. Neste caso, ela simplesmente para o seu coração e não respira mais. Além disso, o seu corpo consegue sintetizar um anticongelante natural para que suas células não criem cristais degelo. Com isso, essas lagartas passam cerca de 90% de suas vidas praticamente mortas. 

Boi-almiscarado

Se você pensa que apenas os animais de pequeno porte terão chances no caso de uma nova era glacial, existem outros exemplos mais imponentes. É o caso do Boi-almiscarado, que conta com uma pelagem felpuda muito grossa que faz com que ele se sinta aquecido mesmo em temperatura de -40 ºC. E mesmo durante este frio extremo eles conseguem manter uma rotina natural de alimentação, comendo raízes e musgos da tundra e também cavando neve e no gelo em busca de comida. Além disso, o fato deles viverem em grupos também ajuda a sobreviver no frio, já que eles costumam se amontuar para enfrentar os extremos negativos. 


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