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7Up: conheça a história do refrigerante composto por lítio

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Apesar de determinados produtos não emplacarem quando são lançados no Brasil, algumas marcas se tornam tão famosas que acabam sendo conhecidas do grande público, mesmo que as pessoas nunca tenham chegado perto ou tido contato com o produto da marca em questão. 7Up acabou se tornando um exemplo, já que a marca de refrigerantes não emplacou no Brasil, mas se tornou conhecida pelo grande sucesso que fez nos Estados Unidos.

O refrigerante é considerado como uma das bebidas mais populares do planeta. Mesmo que seja altamente contraindicado pela comunidade médica, os dados referentes as últimas décadas revelam que as pessoas estão tomando cada vez mais refrigerante. Entre os anos de 1997 e 2010, o consumo médio mundial de refrigerante aumentou 9,5 galões por pessoa por ano, como aponta um estudo levantado pela NCBI em 2013, cujos dados foram obtidos do Euromonitor Global Market Information Database e da Organização Mundial da Saúde (OMS).

O aumento no consumo de refrigerante, de acordo com a OMS, está diretamente relacionado ao aumento do Produto Interno Bruto de cada país, que teve um impacto de 5,1 vezes no número anual de galões consumidos por pessoa em proporção ao aumento de 10 vezes do PIB. Nesses 13 anos analisados, os Estados Unidos chegou a consumir 37,8 galões anuais por pessoa, seguido pelo México, que contabilizou 31, 5 galões de refrigerantes em 2010.

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Existe uma grande disputa pelas questões relacionadas a opinião pública quando o assunto é refrigerante. A bebida, nos Estados Unidos, é muito barata, sendo, em muitos casos, mais barata do que a própria água engarrafada. A Food and Drug Administration (FDA), órgão que regulamenta os alimentos nos EUA, afirmam que a bebida é segura. Mas a comunidade médica aponta uma série de malefícios para a saúde que podem ser diretamente relacionadas ao ato de beber muito refrigerante. 

Os médicos afirmam que as pessoas que tomam muito refrigerante acabam ganhando peso, aumentando a quantidade de açúcar no sangue e de gordura no fígado, além de corrosão dentária e uma serie de outros problemas de saúde. E isso é causado pela combinação de itens que podem ser encontrados nos refrigerantes, como adoçantes, dióxido de carbono, acidulantes, aromatizantes, corantes, conservantes químicos, antioxidantes e/ou agentes espumantes.

O primeiro refrigerante de limão

Charles Leiper Grigg, com 55 anos de idade, encontrou a fórmula para criar aquele que se tornou o primeiro refrigerante sabor laranja do mercado. Até então ele trabalhava na empresa Vess Jones, mas depois da sua criação ele acabou entrando em desacordo e decidiu sair da companhia. Ele foi trabalhar como desenvolvedor de agentes aromatizantes para refrigerantes na Warner Jenkinson Company.

Nesta companhia, Grigg criou outro refrigerante sabor laranja, batizado como “Howdy”. Acabou saindo novamente da empresa e abriu sua própria companhia, a Howdy Company. Contudo, Grigg bateu de frente com a franquia de refrigerantes de laranja Orange Crush, que na época tinha a mesma relevância de mercado que atualmente a Coca Cola tem.

Para conseguir um diferencial de mercado, Grigg decidiu investir tempo no desenvolvimento de um refrigerante sabor limão e lima, que até então eram ignorados pelo mercado. No ano de 1929 ele conseguiu criar o Bib-Label Lithiated Lemon-Lime Soda, que foi lançado 2 semanas antes da queda da bolsa de valores de Wall Street. Cerca de 6 anos depois, Grigg alterou o nome de sua criação para 7Up, que soou mais comercial e instigante para as pessoas.

Fórmula polêmica

7Up: conheça a história do refrigerante composto por lítio

Mas um dos itens da fórmula do refrigerante de limão chamou a atenção anos mais tarde: citrato de lítio. Este componente já era utilizado como um estabilizador de humor nos sanatórios para tratar casos de depressão maníaca e distúrbio bipolar. Mas, ao longo prazo, o lítio podia trazer uma série de problemas, incluindo prejudicar a função renal e cardiovascular. 

Além disso, o consumo de grandes quantidades de lítio também acabou sendo relacionados e outros problemas de saúde, como desmaios, batimento cardíaco irregular, falta de ar, tonturas e até convulsões.

O inventor da fórmula do refrigerante nunca especificou a quantidade de lítio que era utilizado na produção final do produto. O inventor, no entanto, usou o início da Grande Depressão como argumento de propaganda para dizer que a bebida dava um “up” nos ânimos e no humor, fazendo uma referência aos efeitos do lítio.

E assim o refrigerante continuou sendo produzido. Somente no ano de 1948 a Food and Drug Administration (FDA) dos Estados Unidos fez uma profunda análise e decidiu proibir a utilização do lítio em bebidas como cervejas e refrigerantes em todo o país. A partir deste momento, o 7up teve que passar por uma mudança na sua fórmula. 




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