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Back to Black: o que é verdade e o que é mentira no filme sobre Amy Winehouse

Longa trouxe uma série de polêmicas sobre a forma como a vida da cantora foi retratada no cinema.
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Amy Winehouse acabou se tornando uma das maiores artistas da história recente da música. E um dos fatores que acabou contribuindo para a consolidação desta imagem também acaba sendo a grande tragédia: a cantora morreu quando estava no auge do seu sucesso, aos 27 anos de idade.

Back to Black: o que é verdade e o que é mentira no filme sobre Amy Winehouse

A vida da cantora nunca foi considerada como um grande mistério. A combinação artística que ele apresentou ao mundo acabou criando uma figura de grande interesse, não apenas em relação a música como também na sua vida pessoal. Foram diversos episódios que acabaram sendo amplamente explorados, como o vício em drogas, o relacionamento amoroso tóxico e sua aversão a esta grande atenção que ela recebia da mídia.

E, pegando onda no lançamento de cinebiografias, tivemos neste ano a chegada do filme Back to Black, que trazia como proposta justamente retratar a vida da cantora nas telonas. E, também seguindo o que está acontecendo neste gênero, parece que o filme não conseguiu fazer um bom trabalho.

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Os críticos, na sua grande maioria, acabaram dando uma nota muito baixa para o filme, com média de 34% de aprovação no Rotten Tomatoes, considerado como um dos principais agregadores de notas para as produções cinematográficas. Já entre o público, a recepção foi bastante dividida.

Muito focado nas músicas, os críticos constantemente acabam apontando uma falta de compromisso com acontecimentos que realmente acabaram se tornando muito importantes na vida da cantora. 

Confira o que é verdade e o que é mentira no filme Black to Black:

Fielder-Civil e as Shangri-las

Shangri-Las é uma banda formada apenas por mulheres e que foi citada, em diversos momentos da carreira da cantora, como uma grande influência. O filme acaba criando uma história de apresentação de Amy para o grupo, com Blake Fielder-Civil colocando a música Leader of the Pack na jukebox e fazendo com que Amy tivesse este primeiro contato. 

No contexto apresentado no filme, até aquele momento, a cena até que parece funcionar de uma forma interessante. Mas não existe qualquer evidência de que a banda realmente tenha sido apresentada por Fielder-Civil durante a vida da cantora.

Introdução ao mundo das drogas

Por outro lado, o filme acaba sendo mais correto, pelo menos a partir das histórias que de fato foram registradas na vida de Amy, sobre a forma como a cantora acabou entrando em contato com o mundo das drogas. E elas acabaram sendo apresentadas justamente por Fielder-Civil. Inclusive ele, em diversas ocasiões, admitiu isso publicamente. 

Ele teria sido o principal responsável  por oferecer as primeira doses de drogas como crack e heroína para Amy, que eram mais pesadas e que acabaram iniciando um caminho para o vício.

Separação de Fielder-Civil

O filme mostra Amy visitando o seu então marido Fielder-Civil na prisão, o que aconteceu logo depois de uma apresentação considerada como bastante emblemática que aconteceu em Glastonbury. Neste momento ele acaba dando todo um discurso afirmando que eles tinham um relacionamento bastante tóxico e que o melhor caminho seria o divórcio.

O problema é que, além de não existir nenhuma informação concreta sobre o que teria sido dito no momento do encontro, o filme apresenta um problema na linha do tempo, uma vez que o divórcio, de fato, teria acontecido uma no depois do momento retratado no filme. 

O show de Glastonbury foi muito mais caótico

A apresentação que aconteceu em Glastonbury é retratada como um momento importante do filme, assim como foi na carreira de Amy. O problema é que o longa acaba optando por uma versão muito mais “branda” do que de fato aconteceu naquela noite. Além de não apresentar algumas declarações que a cantora deu no show, citando nomes como Kanye West, o filme também corta a cena antes da cotovelada que ela dá em uma pessoa da plateia, que supostamente teria acariciado seus seios.

Outro problema, mais uma vez, é na mudança da cronologia dos fatos. A apresentação aconteceu depois dela ter ganho o Grammy, e não antes. 

Os últimos anos de Amy

O filme acaba passando a impressão de que a cantora acaba falecendo realmente no auge da sua carreira. De fato, o momento ainda era considerado bom em virtude de tudo o impacto que ela teve no cenário musical de uma forma geral. Mas, na verdade, os últimos três anos da cantora foram muito problemáticos.

Amy teve uma série de shows desastrosos, já que não conseguia mais deixar de beber e de usar drogas antes de subir ao palco. Além disso, todas as polêmicas que ela acabou se envolvendo nestes últimos anos, incluindo algumas inimizades, também foram deixadas de lado. 
 


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