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5 curiosidades sobre o novo filme nacional Marighella

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Após uma série de adiamentos, finalmente o público brasileiro poderá assistir ao tão comentado filme “Marighella”, que marca a estreia de Wagner Moura como diretor. Originalmente, o longa está pronto desde o ano de 2019, mas além da pandemia de Covid-19 ainda teve que enfrentar uma série de desafios e de polêmicas para conseguir, finalmente, chegar nas salas de cinema. 

As primeiras críticas, em média, acabaram se tornando bastante positivas em relação ao filme como um todo, não apenas no Brasil, mas também em outros países. Na sua estreia mundial, em fevereiro de 2019, durante o Festival de Berlim, o longa foi aplaudido em pé pelo público que estava no evento. 

Para se preparar, confira algumas curiosidades sobre este filme, que deve dar o que falar

5 curiosidades sobre o novo filme nacional Marighella

Sobre a história do filme

Para quem ainda não está por dentro do que se trata, o filme é baseado em fatos reais e acompanha a vida do guerrilheiro Marighella. O roteiro do filme foi baseado na biografia escrita pelo jornalista Mário Magalhães. Para viver o personagem, foi escalado o ator e cantor Seu Jorge, que já teve diversas participações em filmes importantes da produção brasileira. Outros nomes de peso que também aparecem no filme são os de Adriana Esteves e Bruno Gagliasso. 

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O roteiro do filme acaba destacando os últimos cinco anos de vida do personagem, que se tornou conhecido por ser o “inimigo número 1” da ditadura militar. Carlos Marighella foi o responsável por fundar a Ação Libertadora Nacional (ALN), e também foi considerado como um dos mais importantes nomes da luta armada contra o autoritarismo no Brasil. 

Lutando contra a Ancine

Assim como o personagem principal, o filme também teve que enfrentar uma série de obstáculos do governo e do sistema como um todo para conseguir ser lançado. Em agosto deste ano, o longa teve que alterar a sua data de estreia depois que a Agência Nacional do Cinema (Ancine) arquivar o projeto que compreendia o lançamento comercial do longa. O caso aconteceu após o presidente Jair Bolsonaro afirmar que desejava aumentar o controle sobre a agência de cinema para estabelecer algum “filtro” sobre as produções audiovisuais brasileiras.

Na ocasião, a produtora responsável pelo filme, O2, e o diretor do filme, acusou o governo de censurar o filme. "A Ancine censurou o filme. É uma censura diferente, que usa instrumentos burocráticos para dificultar produções das quais o governo discorda. Não tenho a menor dúvida de que 'Marighella' não estreou ainda por uma questão política”, disse Wagner Moura sobre a situação em uma entrevista em janeiro do ano passado.

Ataque massivo na internet

O filme também acabou sendo vítima de uma campanha de boicote feita por diversas pessoas relacionadas a movimentos da política de direita no Brasil. Em ação coordenada, internautas boicotaram o filme no IMDb, considerado como um dos bancos de dados mais completos da produção audiovisual do mundo. O filme recebeu cerca de 46 mil avaliações negativas, deixando o filme com uma nota abaixo de 4, antes mesmo do seu lançamento. A ação fez com que o IMDb mudasse a forma de avaliação do longa, detectando que realmente se tratava de uma ação coordenada. 

Crítica internacional adorou o filme

Por outro lado, quando a métrica é outra parece que o filme realmente está conseguindo se sair muito bem diante das críticas, inclusive as internacionais, mesmo sendo um filme que retrata uma realidade e um personagem muito brasileiro. No Rotten Tomatoes, que agrega críticas de cinema e televisão, a cinebiografia sobre o guerrilheiro conquistou 88% de aprovação ao receber oito avaliações, que contaram com inúmeros elogios da imprensa especializada internacional.

Muitas críticas internacionais acabam destacando qualidades do filme, tais como a urgência narrativa da obra e o elenco que realmente conseguiu se sair muito bem no longa. Por outro lado, alguns críticos apontaram o fato do filme não ser completamente imparcial em relação a história de uma forma geral. 

Filme vai se tornar minissérie

Depois de percorrer um longo caminho para finalmente conseguir chegar nas salas de cinema, parece que a obra deve acabar ganhando novos caminhos. De acordo com Wagner Moura, o filme também deve se tornar uma minissérie. O diretor gravou o longa já com a intenção de funcionar nestes dois formatos, ou seja, tanto longa quanto minissérie, que neste caso deve ser dividida em quatro capítulos. Por enquanto ainda não se sabe em qual canal, ou plataforma, a minissérie será lançada. 


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