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Bruxaria: Conheça 5 casos de mulheres que foram acusadas por feitiçaria

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Se hoje vivemos em um mundo no qual as mulheres ainda precisam lutar para conseguir ter os mesmos direitos que os homens na sociedade, durante boa parte da história elas tinham que lidar com problemas ainda maiores. Durante a idade média, por exemplo, a igreja católica acabou se tornando conhecida pelas perseguições contra tudo aquilo que poderia ser considerado como contrário a doutrina, incluindo qualquer tipo de magia, feitiçaria e algo do gênero. 

Com isso, se deu início a uma grande fase de perseguição contra mulheres que eram acusadas de bruxaria. E essas acusações vinham, quase sempre, de fenômenos que as pessoas não conseguiam entender direito, misturados com crenças e culturas de povos que acabaram sendo conquistados e reprimidos por sociedades lideradas ou constituídas pela igreja católica.

Confira 5 casos que entraram para a história de mulheres que foram acusadas de bruxaria e acabaram pagando caro por isso:

Bruxaria: Conheça 5 casos de mulheres que foram acusadas por feitiçaria

Sarah Osborn

Este foi um caso que foi registrado na Colônia da Baía de Massachusetts, nos Estados Unidos, em uma época que religiosos conversadores dominavam tudo o que acontecia por lá. As mulheres da região sempre eram vistas com olhar de desconfiança, e qualquer uma que apresentasse um comportamento diferente do padrão poderia ser vítima até mesmo de outras mulheres. 

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Até mesmo o simples fato de ficar doente poderia ser visto com desconfiança pela comunidade, ainda mais quando a doença fazia com que elas não conseguissem comparecer em um dia de igreja. Foi o que aconteceu com uma mulher chamada Sarah Osborn, de 49 anos de idade. Mas o caso dela foi um pouco mais complicado, já que ela afirmou que tinha adoecido depois de receber a visita de um espírito que lhe alertou para ficar longe da igreja. Acabou sendo acusada de ser uma bruxa, mas faleceu antes que o caso tivesse uma repercussão maior dentro da comunidade. 

Beatrix Leslie

Beatrix era uma inglesa que tinha fama de fazer rituais com plantas medicinais. Ela acabou sendo acusada pela sua comunidade de ter matado duas garotas no ano de 1661. Os moradores da região acabaram criando um movimento contra a mulher, afirmando que ela se utiliza de poderes e conhecimentos de magia negra. Além disso, muitas pessoas afirmavam também que ela conseguia invadir os sonhos dos moradores torturá-los quando ainda esta dormindo. 

A mulher, que era mais velha, acabou recebendo o que era chamado de uma marca do demônio, uma espécie de queimadura feita com um ferro quente justamente para identificar as mulheres que eram acusadas de bruxaria. Depois, foi executada justamente pelas acusações de ter matado as meninas, algo que nunca realmente foi comprovado. 

71 mulheres 

Este foi um caso realmente assustador, registrado na Suécia no ano de 1670. Na ocasião, foram feitas 71 execuções de mulheres jovens, sendo que todas elas foram acusadas de bruxara. O mais impressionante do caso é que todas as acusações foram feitas por uma criança. 

Um padre, chamado Laurentius Hornaeus, pediu que dois garotos ficassem na entrada da sua igreja e identificassem possíveis bruxas, alegando que todas as feiticeiras haviam uma marca na testa visível para as crianças. Isso aconteceu durante cerca de um ano e levou a morte de todas essas mulheres, sem nenhum tipo de acusação de que elas realmente tivessem cometido algum tipo de crime. 

Viúvas de Vardo

Vardo era um pequeno vilarejo norueguês que, no natal de 1617, acabou sendo atingido por uma forte tempestade. Na ocasião, muitos dos homens, que estavam pescando, acabaram morrendo afogados e congelados nas águas da região. E isso acabou fazendo com que todo o vilarejo ficasse com uma fama muito ruim. 

Os vilarejos que ficavam nas proximidades começaram a faze com que circulasse uma história afirmando que Vardo seria uma espécie de portal do inferno. Além disso, as histórias afirmavam que as grandes culpadas pela tragédia que assolou o local eram justamente as viúvas, que rapidamente foram acusadas bruxaria. Isso fez com que muitas delas fossem capturadas e torturadas. De acordo com os dados que foram registrados na época, cerca de 90 mulheres acabaram sendo queimadas, acusadas por terem feito bruxaria e conjurado a tempestade que matou os seus próprios maridos. 

Margaret Aitken

Este foi um caso que aconteceu no ano de 1597, quando Margaret Aitken, também conhecida como a Grande Bruxa de Balwearie, convenceu seus interrogadores de que tinha o poder para identificar qualquer bruxa apenas examinando os padrões das veias em seus olhos. Ela acabou fazendo isso justamente em uma tentativa desesperada de conseguir sobreviver, já que também estava sendo julgada por ser uma bruxa. 

Com isso, ela acabou se tornando responsável por promover uma grande caça às possíveis bruxas na região, causando a morte de 100 mulheres. Mas, depois de um tempo, ela própria foi acusada de ser uma fraude e também foi condenada e executada. 


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