Os energéticos acabaram se tornando muito populares no dia a dia das pessoas. Afinal de contas, são muitos os que precisam de uma dose extra de energia para conseguir encarar as mais variadas tarefas do seu cotidiano. E essas bebidas prometem oferecer esse impulso que, muitas vezes, acabam sendo realmente necessárias.

O problema é que essas bebidas podem ter se tornado mais presentes no cotidiano do que os médicos e especialistas recomendam. Ao mesmo tempo que pipoca cada vez mais opções de sabores diferentes de bebidas com esse apelo, também surgem muitos posts nas redes sociais alertando sobre os riscos desse consumo excessivo.
Mas, afinal de contas, beber energético pode realmente representar algum tipo de risco de saúde mais sério para as pessoas de uma forma geral?
O que são os energéticos?
Antes de mais nada, é importante entender melhor sobre o que estamos falando e que tipo de bebida pode ser considerada e definida como um energético. Basicamente, são líquidos que levam uma série de ingredientes e substâncias que prometem estimular o metabolismo geral e colaborar para aumentar os níveis de disposição, tanto a física quanto a mental.
Como funcionam os energéticos?
Basicamente, o segredo dessas bebidas está na sua lista de substâncias, que vão muito além dos refrigerantes e sucos industrializados disponíveis no mercado. São diversos os componentes que acabam justamente tendo uma ação no organismo que ajuda a elevar os níveis de energia, ainda que temporariamente.
Um dos principais ingredientes presentes nos energéticos acaba sendo justamente a cafeína, encontrada na nossa tradicional xícara de café. Mas existem outros itens que buscam potencializar o efeito da cafeína ou até mesmo superar a sua ação no nosso corpo.
Nos primeiros 45 minutos após a ingestão, de modo geral, há um pico da substância na circulação sanguínea, deixando o indivíduo mais alerta, atento e concentrado. O produto ainda reduz a sensação de cansaço, sono e fadiga mental.
O problema é que esses efeitos são temporários, e muitas vezes passam tão rápido que as pessoas sequer conseguem perceber que eles de fato aconteceram. Em muitos casos, isso faz com que os consumidores busquem mais doses de energéticos, ou então acabam buscando outras fontes de energia, como o próprio café.
Principais riscos da cafeína no nosso corpo
A cafeína pode ser considerada uma substância importante para o nosso organismo e que oferece benefícios. Ela possui propriedades antioxidantes, por exemplo, que eliminam os radicais livres e ajudam na resposta do sistema imunológico.
Mas esses benefícios são aproveitados pelo corpo, de forma saudável, apenas quando a cafeína é consumida com moderação. De acordo com a medicina moderna, o consumo recomendado diário de cafeína por um adulto saudável deve ficar em 400 mg por dia. A estimativa é que uma lata de 250 ml de energético tenha aproximadamente 80 a 90 mg da substância.
O problema é que as pessoas consomem outras bebidas ao longo do dia, que também contêm cafeína. Por exemplo, uma xícara de café de 30 ml tem aproximadamente 35 mg da substância.
Riscos do excesso de cafeína no corpo
A ingestão exagerada de cafeína pode sobrecarregar o corpo, especialmente o coração. Devido ao seu poder estimulante, a cafeína promove a liberação de hormônios de excitação, como a adrenalina e noradrenalina, que favorecem o aumento da pressão arterial, da frequência cardíaca e promovem a vasoconstrição.
Algumas das principais complicações cardiovasculares decorrentes do uso excessivo dos energéticos são os picos hipertensivos, irritação do coração (miocárdio) e as arritmias. A consequência do quadro em longo prazo - e se mantido o consumo excessivo regular - é uma possível sobrecarga cardíaca e um maior risco de infarto, especialmente quando já há algum tipo de suscetibilidade para doenças cardiovasculares.
Além disso, pesquisas indicam que a cafeína em altas doses por períodos prolongados pode causar ainda superexcitação, insônia, ansiedade, nervosismo, inquietação, dor de cabeça, irritação do estômago, náuseas, vômitos, piora em quadros de gastrite, desconforto intestinal, tremores, diurese, convulsões, entre outros efeitos, que envolvem até a intoxicação aguda pela substância.
Outros riscos dos energéticos
Além da cafeína, muitos energéticos contam com substâncias como a taurina. Ela é um aminoácido sintetizado no fígado e cérebro, que trabalha na regulação dos níveis de água e sais minerais do sangue. Mas ela também pode contribuir para a elevação da pressão arterial e do aumento dos batimentos cardíacos.
E muitos energéticos contam com quantidades exageradas de açúcar, que também é uma fonte de energia, mas que pode levar a uma série de outros problemas, incluindo diabetes.

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