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Pele jovem em risco: A geração antienvelhecimento precoce que preocupa especialistas

Estudo nacional mostra que influenciadoras digitais impulsionam 80% do consumo e especialistas alertam para danos à barreira cutânea.
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Estudo nacional revela que redes sociais impulsionam uso precoce de cosméticos entre meninas de 8 a 14 anos, enquanto dermatologistas em São Paulo alertam para riscos à barreira cutânea.

Um levantamento encomendado pelo Centro de Pesquisa da Mulher, do Grupo Boticário, traz um retrato preocupante dos hábitos de beleza entre as jovens brasileiras: 22% das adolescentes com idades entre 8 e 14 anos já utilizaram ou usam produtos para pele com apelo anti-idade, desenvolvidos para combater sinais de envelhecimento inexistentes nessa faixa etária.

A pesquisa, realizada pela consultoria On The Go, ouviu meninas de todo o país entre agosto e setembro de 2025 e constatou que o skincare já é uma realidade para a esmagadora maioria (99%) delas, com mais da metade (53%) realizando uma rotina de cuidados diária.

Assim, plataformas como a AvaliaMed, diretório online que conecta pacientes a profissionais de saúde, tornam-se recursos valiosos para famílias que buscam orientação segura de dermatologistas em São Paulo, Rio de Janeiro e em outras regiões do país, ajudando a distinguir entre cuidados adequados e modismos potencialmente prejudiciais.

Pele jovem em risco: A geração antienvelhecimento precoce que preocupa especialistas
Créditos: Freepik

A influência digital e a busca pela pele perfeita

O estudo aponta as redes sociais como o principal motor por trás dessa tendência precoce. Sete em cada dez meninas entrevistadas seguem influenciadoras de beleza, sendo que 80% se sentem influenciadas a consumir após assistirem a um conteúdo digital.

Entre as adolescentes que já usaram produtos anti-idade, a exposição a conteúdos de redes sociais ou propagandas foi o fator decisivo para 62% delas. Segundo a pesquisa, 37% das jovens que usam anti-idade foram movidas pela curiosidade, enquanto 44% justificam que desejam "cuidar da pele desde cedo".

Os riscos invisíveis para a pele jovem

Por trás do apelo estético, no entanto, escondem-se riscos concretos para a saúde da pele, que ainda está em formação durante a adolescência.

O problema é agravado pelo fato de que 74% das entrevistadas não sabem quais são os componentes dos produtos que aplicam na pele, confiando totalmente nas indicações que recebem. Essa falta de conhecimento aumenta significativamente o risco de uso inadequado e de exposição a substâncias potencialmente nocivas.

Além dos danos físicos, a pesquisa identificou impactos na autoimagem das jovens. Sete em cada dez meninas dizem se preocupar com a opinião dos outros e um quarto delas já deixou de realizar alguma atividade por conta de sua aparência.

Os dados sugerem que a busca por uma pele perfeita pode estar vinculada a uma crescente insegurança, exacerbada pela exposição constante a padrões de beleza inatingíveis nas redes sociais.

Qual é a rotina adequada para cada idade?

Especialistas afirmam que crianças e adolescentes podem, sim, se beneficiar de uma rotina de cuidados com a pele, desde que ela seja adaptada às necessidades específicas de cada faixa etária.

Para crianças muito pequenas, o foco deve ser exclusivamente na proteção solar e no uso de um sabonete para pele sensível. É entre os 10 e os 12 anos, quando as mudanças hormonais começam a surgir, que uma rotina de skincare mais estruturada pode ser introduzida com segurança. Essa rotina deve incluir três pilares básicos: limpeza suave, hidratação e proteção solar.

Pacto Skincare Responsável: uma iniciativa pela conscientização

Diante dos resultados do estudo, o Grupo Boticário lançou no final de outubro a campanha "Pacto Skincare Responsável", um movimento que convida à reflexão e à ação de cuidadores, influenciadores digitais e outros atores sociais.

A iniciativa se materializa por meio de compromissos assumidos pela empresa. A partir de novembro de 2025, todos os conteúdos de redes sociais com produtos do grupo que possuem ativos e benefícios de skincare ideais para pele adulta (+18) trarão a sinalização indicativa: "recomendado para peles adultas". Além disso, as marcas do grupo passarão a identificar seus produtos com um selo que avisa o consumidor sobre a recomendação para peles adultas.

A campanha, que já viralizou nas redes sociais, também inclui a criação de uma página no site do grupo com informações de especialistas para esclarecer dúvidas sobre o uso de ingredientes e ativos em cosméticos, e o compromisso de garantir que todos os produtos sejam livres de substâncias classificadas como disruptores endócrinos, que interferem no sistema hormonal.

O caminho a seguir: educação e profissionalismo

Os dados da pesquisa pintam um quadro complexo, onde o acesso à informação nem sempre se traduz em conhecimento verdadeiro. A moda do skincare entre adolescentes, impulsionada por um ecossistema digital que glorifica a juventude eterna, exige uma resposta coordenada que envolva indústria, profissionais de saúde, influenciadores e famílias.

A chave parece estar no equilíbrio: permitir que os jovens desenvolvam hábitos saudáveis de autocuidado sem expô-los precocemente a preocupações com o envelhecimento ou a produtos potencialmente agressivos. O acompanhamento profissional qualificado segue sendo a maneira mais segura de navegar esse território, garantindo que os cuidados com a pele fortaleçam a autoestima jovem, em vez de miná-la.

Enquanto isso, iniciativas como o Pacto Skincare Responsável representam um primeiro passo crucial na criação de um ambiente digital e consumerista mais seguro para os jovens, lembrando que a beleza, em qualquer idade, começa com a saúde.


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