Com a queda nas temperaturas, muitas pessoas acabam se preocupando bastante com a qualidade de vida dos seus pets, especialmente os cachorros. Mas quem para e pensa de uma forma mais focada na natureza destes animais pode se perguntar: será que realmente os cães sentem tanto frio como a gente pensa?

A resposta acaba sendo um pouco mais complexa do que qualquer um dos extremos. Ao mesmo tempo que os cães precisam de alguns cuidados durante o inverno, é muito provável que a forma como os humanos entendem e se preocupam com esse frio pode ser diferente.
Cachorro sente frio?
A resposta mais simples e direta para essa pergunta é sim: os cachorros realmente sentem frio. Mesmo que eles sejam descendentes dos lobos, que conseguiu se adaptar às mais variadas temperaturas, incluindo as mais baixas e extremas da Terra, os cães domésticos acabaram passando por uma série de alterações genéticas com o passar dos anos.
E, de acordo com os pesquisadores, muitas dessas alterações acabaram surgindo justamente a partir da interferência dos humanos e da forma como eles acolheram os cachorros, transformando no seu principal companheiro. De fato, os cachorros domésticos de hoje em dia estão mais sensíveis ás mudanças de temperatura, e isso faz com que os humanos precisem ter um pouco mais de cuidado.
Ao mesmo tempo, o frio que os cachorros sentem acaba sendo bem diferente quando comparado com o frio que os humanos sentem. E, normalmente, a temperatura que as pessoas acabam sentindo acaba sendo refletida nos animais. Portanto, quando os humanos estão achando que a temperatura está mais baixa, naturalmente acreditamos que os cães também estão com frio.
A temperatura corporal dos cachorros acaba sendo maior que a temperatura corporal dos humanos. Além disso, eles contam com alguns mecanismos naturais que ajudam a proteger eles do frio. Mesmo com tudo isso, eles podem acabar sendo efeitos físicos a partir da queda nas temperaturas.
Principais sinais de que o cachorro está com frio
Os cachorros podem apresentar alguns sinais corporais que podem ser percebidos pelos humanos quando eles estão com frio. Um dos mais comuns é o fato dele ter o seu corpo tremendo de uma forma constante. Eles também costumam ficar deitados enrolados, além de procurar cantos e não se movimentar demais. Tudo isso acaba sendo uma reação natural do seu corpo para conseguir manter o calor gerado.
Em determinados momentos, os cães podem acabar sentindo mais frio, exigindo mais cuidado. Os recém-nascidos, até os seus dois meses de idade, não contam com o seu mecanismo de termorregulação completamente desenvolvido, fazendo com que eles sintam mais frio. Já os cães idosos também sentem mais frio, em virtude de uma queda no funcionamento do metabolismo.
Dicas para evitar que o cachorro sinta muito frio
Para as pessoas que estão preocupadas com o seu cachorro, existem alguns cuidados básicos que podem ser tomados para que eles não sintam tanto frio, especialmente nas regiões onde as temperaturas são mais baixas.
Mantenha ele em locais mais fechados
É muito importante manter os cachorros dentro de abrigos. Não e necessário manter ele completamente isolado dentro de um local fechado, mas é interessante manter os pets dentro de espaços que sejam um pouco mais confinados.
Invista em uma caminha mais quente
Muito provavelmente o cachorro com frio vai acabar passando mais tempo na sua caminha. Se ela tiver elementos que a deixem um pouco mais aquecida, ele vai acabar realmente se sentindo muito mais confortável. Uma dica é forrar a parte de baixo da cama com papelão, que impede que o frio acabe passando muito.
Utilize roupinhas
As roupinhas acabam sendo mais indicadas para os cães de menor porte e que sentem muito frio. Cães de grande porte podem utilizar roupa também, mas geralmente acaba sendo mais indicado para os que ficam na rua. É importante apenas lembrar de trocar a roupa sempre que ela ficar molhada.
Passeie em horários mais quentes
Caso o cachorro seja de apartamento ou fica confinado dentro de casa, o passeio será um momento muito importante para ele aquecer e gastar energia. Caso seja possível, escolher aqueles horários mais quentes do dia, com o sol um pouco mais forte, pode ajudar a manter eles aquecidos. Especialmente quando eles já forem um pouco mais idosos.

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