A tradicional ceia de natal é um momento para estarmos ao lado de familiares e amigos. Independentemente do que a pessoa acredita ou deixa de acreditar, e independente também das tradições que o capitalismo impõe, trata-se de um momento realmente importante para que as pessoas consigam realmente conviver em paz e harmonia umas com as outras. Correto? Pode até ser que sim na vida real, mas nas tramas das novelas que estão atualmente no ar a ceia de natal quase nunca é tão agradável.
Uma das características das novelas é que elas conseguem acompanhar determinadas datas, e quase sempre acabam “comemorando” o natal e a virada do ano junto com os seus telespectadores. É uma forma de aproximar as pessoas que estão assistindo a novela com os personagens. Nas duas novelas mais vistas do Brasil, o natal foi comemorado mas de uma forma bem diferente do que se espera.

Brigando pela criança
Na novela das nove horas da noite, Amor à Vida, o público acompanhou um dos arcos dramáticos que mais foi explorado nas últimas semanas, que é o triangulo problemático envolvendo Amarylis (Danielle Winits), Niko (Thiago Fragoso) e Eron (Marcello Antony). A trama mostrou todo o desenrolar da história que acabou culminando o exame de DNA eu mostrou que Fabricio não é filho nem de Amarylis e nem de Eron, e que portanto Niko teria o direito de ficar com a criança que tinha sido tirada dele.
A médica, durante a ceia, revela todo seu egoísmo ao nem sequer se lembrar de comprar um presente para Eron. “Este é o Natal mais infeliz da minha vida”, diz Amarylis aos prantos, diante do derrotado advogado. O paralelo acabou sendo muito interessante porque a novela acabou mostrando que em outra casa o natal transcorria normalmente e com muita felicidade. A diferença era que nesta casa a família era bem diferente: Dois gays, uma ex-chacrete, um menino negro e adotado e um Papai Noel nordestino trocavam presentes alegremente. No centro da ação, Niko oferece a Félix (Mateus Solano) ajuda para que ele se reerga e diz que, a partir de agora, serão melhores amigos.
Natal como refém
Enquanto isso, parece que a noite natalina também não transcorria nada bem na outra novela, a Joia Rara, a segunda na audiência entre os folhetins que são transmitidos pela Rede Globo. Em plena noite de natal o vilão Ernest Hauser (José de Abreu) acabou sendo feito praticamente de refém pelo filho bastardo em plena noite de Natal. Manfred (Carmo Dalla Vecchia) põe as mãos em evidências de que o empresário matara sua mulher e vem para casa chantageá-lo.
Ao chegar à mansão, no entanto, depara-se com sua mãe, a Frau Gertrude (Ana Lúcia Torre), aos prantos por Ernest ter rejeitado sua ceia. Furioso, o rapaz vai atrás do pai e o convence a voltar para casa. Em seguida, obriga o vilão a sentar-se com sua mãe à mesa, o chama de pai e o beija. Um lunático Carmo Dalla Vecchia e o enojado José de Abreu deram o tom da cena que retrata todo o desconforto causado pelas convenções entre pessoas que se odeiam em uma noite de Natal.

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