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Meu sonho toreou na estrada muito
Aguaceiro.
Por ter alma de poncho, se fez
Tropeiro!
Aos olhos brancos da lua rondou
Ausências de ti
Sabendo que o fim da estrada-é longe
Daqui.
Bocal sovado no queixo de um mouro
Pampa,
Empurra um resto de vida que é tropa
Larga...
As duas cruzes de espinhos, na espora
Falam por si
E sabem que o rancho dela – é longe daqui.
Temos as mãos do tempo,
Sou irmão de tantos, que andaram-
Sem norte
Seguindo tropas de tantos senhores
E agora changueiam vida nos
Corredores...
Será a saudade o terço dos deserdados?
Será um corredor o céu de quem se perdeu?
Terá, no altar do campo, uma cruz cravada
Quem nunca apeiou na estrada e pediu por Deus?
Meu sonho plantou nos olhos muito aguaceiro,
Por ter alma tropeira, acendeu luzeiros!
Aos olhos baios do sol, clareou
Ausências de ti
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