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6 erros que os pais cometem ao falar com os filhos sobre pornografia e sexo

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Por mais que os pais queiram, é impossível manter por muito tempo a inocência dos filhos em relação ao universo sexual e erótico, ainda mais na atualidade, em plena era digital, onde conteúdos adultos são divulgados de forma rápida e simples podendo cair facilmente nas mãos dos filhos.

De acordo com especialistas, portanto, os pais devem se preparar para conversar com os filhos sobre sexo ainda no inicio da adolescência. Além disso, proibir é o pior caminho a seguir, uma vez que essa é uma das maiores curiosidades dessa fase.

Caso os pais insistam em proibir, por exemplo, essa será só mais uma das regras que os filhos vão quebrar. Por isso mesmo, o ideal é conversar com seu filho sobre o assunto e até mesmo os riscos que a prática pode trazer a quem não está preparado emocional e fisicamente para a experiência.

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Para quem sente vergonha ou não sabe como abordar o assunto com o filho, portanto, é importante ter cautela e buscar o assunto aos poucos, evitando, porém, alguns erros comuns que muitos pais cometem nesse momento. A seguir você confere alguns exemplos do que não fazer ou falar durante a conversa.

Erros que os pais não devem cometer ao falar com os filhos sobre sexo

6 erros que os pais cometem ao falar com os filhos sobre pornografia e sexo

Erro número 1: lição de moral

Conversar sobre pornografia com o adolescente não é sinônimo de repreensão, ou seja, ninguém precisa (nem deve) dar lição de moral no filho na hora de falar sobre o assunto.

A dica é aproveitar o momento para esclarecer algumas dúvidas que ele possa ter, não se esquecendo de dizer que vídeos pornográficos são feitos para chamar atenção e nem sempre retratam a realidade, pelo que, não devem ser vistos como uma referência para a hora de iniciar a vida sexual.

Os jovens devem saber que, na maioria das vezes tudo não passa de atuação, de modo que o orgasmo nem sempre é tão fácil quanto nos vídeos e os membros masculinos não precisam ser tão avantajados quanto os dos atores para satisfazer uma eventual parceira.

Erro número 2: tratar meninos e meninas de forma diferente

Na hora de falar com os filhos sobre pornografia, muitos pais tratam o assunto de maneira diferente de acordo com o sexo/gênero do adolescente, o que também é um erro. É claro que a influencia da pornografia deve surgir de forma diferente em cada um, porém, o assunto não deve ser tratado dessa forma.

A conversa precisa ser natural, de modo que meninas e meninos possam ter a mesma liberdade em relação ao tema. Isso ajuda a evitar o estímulo do machismo e a falsa ideia de que mulher não pode gostar de pornografia e masturbação, que de modo geral, nada mais é que o descobrimento do próprio corpo e do prazer por meio do estímulo dos órgãos genitais, algo que pode ser muito útil para a satisfação sexual na fase adulta.

Erro número 3: ficar só nos livros educativos

Vale esclarecer aqui que, o fato de os pais começarem a falar com os filhos no início da adolescência sobre o assunto pornografia, não significa estimulá-los a ver esse tipo de conteúdo fora da faixa etária recomendada, longe disso. O que foi disposto nos tópicos 1 e 2 é um exemplo de conversa no sentido pedagógico, onde o objetivo é mostrar que a pornografia pode ser algo saudável, ressaltando, porém, que pra tudo existe um tempo.

Diante disso, os pais podem evitar que os filhos se inspirem em conteúdos pornográficos antes da maturidade, entregando assim outros materiais que ilustram as funções do corpo masculino e feminino e mostram como cada um obtém prazer. Mas ninguém precisa se prender apenas nos livros educativos, isso também seria um erro.

A dica é recorrer também a sites educativos e canais do Youtube que tratam sobre o assunto sexualidade, respeitando, porém, a faixa etária do filho em cada recomendação.

Erro número 4: fugir do assunto

Diante da complexidade do assunto, muitos pais acabam fugindo do tema, o que naturalmente é outro erro. Isso porque a educação sexual do filho é construída durante o desenvolvimento do mesmo, e não de uma hora pra outra.

Isso significa que a partir de uma determinada idade os pais já podem ir esclarecendo ao filho algumas dúvidas comuns sobre a sexualidade, do contrário, ele irá procurar orientação na internet ou mesmo com terceiros, o que pode ser um problema.

De acordo com especialistas, por exemplo, uma criança com cerca de 8 anos já levanta algumas dúvidas em relação à sexualidade, normalmente por curiosidade em relação ao órgão genital. Esse pode ser o momento ideal para começar a falar sobre o tema.

Erro número 5: mentir

Especialistas afirmam que a verdade precisa ser predominante em uma família, e isso passa pelo papel dos pais, que devem ensinar esses valores aos filhos. Dito isso, mentir sobre qualquer assunto, incluindo pornografia e sexualidade, é uma quebra desse princípio, o que é outro erro. O melhor é responder as dúvidas do filho com sinceridade, aprofundando o tema na medida que a curiosidade dele aumenta.

Erro número 6: ir além das dúvidas

Tratar com sinceridade sobre o assunto tende a ajudar a diminuir o interesse do filho em relação a conteúdos sexualmente explícitos antes da maturidade necessária para tal. Apesar disso, na internet ele pode se deparar eventualmente com alguma foto ou vídeo de teor erótico que o leve a fazer novos questionamentos sobre o assunto. Nesse momento, ir além das dúvidas do filho tende a ser um erro.

Isso porque é possível que a criança fique confusa com o excesso de informações para as quais não estava preparada. Dito isso, é importante que oos pais apenas respondam o que a criança pergunta, buscando esclarecer todas as dúvidas, mas sem ir além delas. Para se certificar disso, por exemplo, uma dica é perguntar a razão da dúvida e onde ela surgiu, ou seja, o referencial será sempre a curiosidade do filho.

Segundo especialistas, ir além das dúvidas da criança pode significar um estímulo precoce à sexualidade, o que naturalmente não é recomendável. Deixar de responder as dúvidas, por outro lado, significa deixar ela buscar as respostas por si mesmo na internet e em outras fontes, o que também é um risco.



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