Fábio Assunção estreia nesta sexta (31) como diretor da peça O expresso do Pôr do Sol, em que trata-se de crença e ateísmo, é terminante afirmar suas convicções sobre tema. “Eu não tenho nenhuma religião, acho que Deus está em todas as coisas vivas. Deus nos mostra a verdade, enquanto a religião nos mostra a ilusão do caminho da verdade. Mas agora há pouco, conversando com o Guilherme Sant´Anna [um dos protagonistas da montagem] sobre isso, descobri que essa minha convicção se chama xintoísmo.”
Escrito pelo autor americano e vencedor do prêmio Pullitzer Cormac McCarthy, o espetáculo entra em cartaz no teatro Tucarena, em Perdizes (zona oeste de SP), trazendo como e traz o encontro entre os personagens Black interpretado por Guilherme Sant’ Anna e White, por Cacá Amaral.
O primeiro personagem é um evagélico que evita que o segundo, ateu convicto, cometa suicídio. Desde então os dois personagens confrontam suas crenças e descrenças.
Durante conversa ao site da UOL os atores deram suas opiniões em relação aos seus personagens. Guilherme diz acreditar na manipulação por partes das religiões , mas diz que seu personagem não é desse tipo. “Ele incorpora a ideia da fé, porque, de certa maneira, isso o salvou”.
Agora, o que certas religiões fazem hoje na atualidade é pintar cocô de cor de rosa e dizer que é sorvete de morango.” Cacá Amaral que interpreta o suicida ateu justifica o desejo de seu personagem de se matar. “Não que eu apoie esse tipo de atitude. Eu sou a favor da vida, mas compreendo as razões que levam uma pessoa a querer se matar.
Tive dois casos na família e é a segunda vez que interpreto um personagem com essa característica. De certa forma acho que me identifico com ele.”

Comentários (0) Postar um Comentário