Mais de 60 personalidades conhecidas do público deixaram saudades em 2025. Entre artistas brasileiros e internacionais, o ano ficou marcado por despedidas que comoveram fãs de diferentes gerações. Da música ao cinema, passando pela televisão e pelo jornalismo, as perdas atravessaram praticamente todos os segmentos do entretenimento.
O Brasil iniciou o ano lamentando a morte de Léo Batista, aos 92 anos, em 19 de janeiro. O lendário jornalista esportivo sucumbiu a um câncer de pâncreas após décadas de contribuição para a TV Globo. Batista foi o primeiro apresentador do Globo Esporte, do Jornal Hoje e do Esporte Espetacular, além de ter narrado desfiles e apurações do carnaval carioca.

Cinema brasileiro perde um de seus fundadores
Fevereiro trouxe outra perda significativa para a cultura nacional. Cacá Diegues faleceu aos 84 anos, no dia 14, vítima de complicações de uma cirurgia. Carlos José Fontes Diegues foi um dos fundadores do Cinema Novo e deixou um legado de filmes que marcaram gerações, incluindo "Xica da Silva" (1976), "Bye Bye Brasil" (1980) e "Deus é Brasileiro" (2003).
O cineasta alagoano nascido em Maceió em 1940 consolidou-se como um dos mais atuantes diretores brasileiros das últimas décadas, produzindo longas-metragens, curtas e documentários que retratavam a brasilidade em suas múltiplas facetas.
Abril marca despedida de Papa Francisco e Lúcia Alves
O quarto mês do ano registrou perdas no cenário religioso e artístico. A atriz Lúcia Alves morreu aos 76 anos após enfrentar um câncer no pâncreas. Conhecida por seu papel em "O Cravo e a Rosa", ela construiu uma carreira sólida na televisão brasileira.
Abril também testemunhou o falecimento do Papa Francisco, figura de grande importância para a Igreja Católica mundial. O líder religioso deixou um legado de diálogo inter-religioso e defesa dos mais vulneráveis.
Maio se despede de vozes marcantes da MPB
A música popular brasileira enfrentou um golpe duro em maio. Nana Caymmi morreu aos 84 anos, em 1º de maio, após nove meses internada no Rio de Janeiro. Filha do compositor Dorival Caymmi e da cantora Stella Maris, ela estava na Casa de Saúde São José desde julho de 2024, onde faleceu em decorrência de disfunção de múltiplos órgãos.
A cantora interpretou os grandes da música brasileira, incluindo Tom Jobim, Milton Nascimento e Vinícius de Moraes. "A Casa de Saúde São José confirma o falecimento da cantora Nana Caymmi no início da noite, às 19h10, desta quinta-feira, 1 de maio de 2025, aos 84 anos", informou a instituição em nota oficial.
Ainda em maio, o líder espiritual Divaldo Franco se despediu, deixando um vasto trabalho no espiritismo brasileiro. Dorinha Duval, que interpretou a primeira Cuca do Sítio do Picapau Amarelo, também faleceu aos 96 anos no dia 21 de maio.
Veteranos da Globo partem em junho
Junho foi particularmente difícil para os admiradores da teledramaturgia brasileira. Francisco Cuoco faleceu aos 91 anos, em 19 de junho, após cerca de três semanas internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. O ator enfrentava problemas de saúde relacionados à idade e a um ferimento infeccionado, sofrendo falência múltipla de órgãos.
Um dos primeiros galãs das novelas brasileiras, Cuoco protagonizou produções icônicas como "Redenção", "Selva de Pedra", "O Astro", "Pecado Capital" e "O Outro". Sua carreira na televisão atravessou décadas e influenciou gerações de atores.
Julho: o mês que perdeu Preta Gil
A filha de Gilberto Gil e sobrinha de Caetano Veloso perdeu a batalha contra o câncer em julho, aos 50 anos. Nascida em 8 de agosto de 1974 no Rio de Janeiro, Preta Gil morreu em Nova York, nos Estados Unidos, onde realizava tratamento.
Em janeiro de 2023, a cantora recebeu o diagnóstico de câncer de intestino, apresentando um tumor de seis centímetros no reto. Durante dois anos, ela enfrentou a doença publicamente, tornando-se uma voz importante na conscientização sobre a importância dos exames preventivos.
Julho também marcou a despedida de Ozzy Osbourne, líder da banda Black Sabbath, que morreu aos 76 anos no dia 22. "É com mais tristeza do que meras palavras podem expressar que temos que informar que nosso amado Ozzy Osbourne faleceu esta manhã", comunicou a família. O cantor convivia com Parkinson desde 2003.
Agosto perde ícone do samba e grande escritor
O sambista Arlindo Cruz faleceu em 8 de agosto, aos 66 anos. Nascido em 14 de setembro de 1958 no Rio de Janeiro, o músico, cantor e compositor estava com a saúde debilitada desde 2017, quando sofreu um AVC (acidente vascular cerebral).
Ícone do samba e autor de mais de 700 músicas, Arlindo Cruz era ex-integrante do grupo Fundo de Quintal. Sua morte ocorreu após complicações de saúde, deixando fãs e colegas em profundo luto pelo legado musical que construiu ao longo de décadas.
Agosto também se despediu de Luís Fernando Veríssimo, escritor, cronista, jornalista e músico gaúcho que morreu aos 88 anos. O autor de mais de 70 livros não resistiu a complicações de pneumonia.
Setembro marca partidas no carnaval e na música
O carnaval carioca perdeu uma de suas mais belas vozes no dia 30 de setembro. Gilsinho, intérprete dos sambas da Portela, morreu aos 55 anos em coincidência espiritual – o velório do primo de Luizinho Andanças, igualmente puxador de samba e também morto em 2025, ocorreu na quadra da escola.
Ainda em setembro, o Brasil se despediu de Berta Loran, atriz e humorista imortalizada como a Manuela d'Além-Mar da "Escolinha do Professor Raimundo", que morreu aos 99 anos em 28 de setembro.
O empresário e influencer JP Mantovani também faleceu em setembro, aos 46 anos, vítima de um acidente de moto em São Paulo. Marido de Li Martins, ele engatou namoro com a atriz e cantora durante "A Fazenda 2015".
Cenário internacional também registra perdas
O diretor norte-americano David Lynch faleceu em 16 de janeiro, aos 78 anos. Conhecido por filmes de destaque como "Cidade dos sonhos" (2002), "Duna" (1984) e a série "Twin Peaks" (1990), Lynch acumulou quatro indicações ao Oscar durante sua carreira.
Val Kilmer, estrela de Hollywood que interpretou Iceman em "Top Gun", também morreu em 2025, aos 65 anos. O artista lutava contra uma pneumonia, segundo informou sua filha Mercedes ao jornal The New York Times. Kilmer brilhou nas décadas de 1980 e 1990, interpretando o cantor Jim Morrison no filme "The Doors" e o super-herói em "Batman Eternamente".
Novembro encerra ano com mais despedidas
Em 24 de novembro, o adeus foi para Ione Borges, aos 73 anos. A apresentadora estava afastada do vídeo há mais de 10 anos, mas seguia contratada da TV Gazeta, onde comandou programas desde 1980, especialmente o "Mulheres", ao longo de 19 anos.
O ícone do reggae Jimmy Cliff morreu aos 81 anos em 24 de novembro, deixando um legado musical que influenciou artistas ao redor do mundo. A estrela de Hollywood June Lockhart, famosa como a mãe da série "Lassie" (1954-1973), faleceu aos 100 anos.
As perdas de 2025 demonstram como a cultura popular está em constante transformação, com gerações de artistas deixando seus legados enquanto abrem espaço para novos talentos.
O ano que se aproxima do fim fica registrado não apenas pelas perdas, mas principalmente pelas contribuições duradouras que esses artistas, jornalistas, músicos e personalidades deixaram para a cultura brasileira e mundial.

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