A Brisa

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A brisa sopra suavemente...
Secando o suor do corpo,
envolvendo todos os sentidos,
trazendo o perfume das flores.

A brisa sopra suavemente...
Fazendo as folhas farfalharem,
as águas tremeluzirem,
as estrelas mais distantes,
ao espantar das nuvens densas,
brilharem.

A brisa sopra suavemente...
Levando para longe o mormaço,
o nosso cansaço.
E trazendo a quietude,
o serenar do dia,
o bater suave do nosso coração.

A brisa sopra suavemente...
Trazendo bem de longe
o som de uma doce
e suave canção.
As notas vão-se espalhando,
tocando profundamente
as fibras mais recônditas
dos seres que a ouvem.

A brisa sopra suavemente...
Trazendo o canto dos pássaros
para alegrar a nossa vida,
às vezes, tão sofrida.
E ao entrar
em comunhão com a mãe natureza,
o homem, em sua pequenez,
permite que sua alma se desnude
e mostre-se ao Criador.

E em contato, em fusão,
Criador e criatura
conversam...
Ele, compreensivo.
Ela, envolvida em luz
por estar em comunhão
com o Pai.
E nesta nudez de alma
o homem integra-se, volta-se
para o local que é
a sua única morada:
"o espaço espiritual"









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