Esse letra de Trapyche já foi acessado por 59 pessoas.
eu não quero rimar nada nem dar os versos que eu trago pelo avesso
eu não quero ser estrada, retas, ladeiras e nem pedra de tropeço
e não quero rimas nobres, reis, livros, derrotas, vitórias e heróis
não vou devorar-me com frases surreais
e tão pouco chorar em teus lágrimes lençóis...
eu não quero ter mais nome, nem pagar as contas da minha herança
eu não quero ser avenida, curvas, derrapes, esquinas e faróis
também não quero rimas facies, profetas de moedas, poetas de papéis
não vou embriagar-me com que trago pelo avesso
e tão pouco sonhar em teus sórridos lençóis...
porque nada me cala tanto do que um crivo de palavras
sem gesto e sem agulha
por isso disparo mais que rimas belas, versos que aludam cenas,
que alma puxa e a carne empurra
e nada mais me abala nem as balas perdidas desse gatilho.
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