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Dormir e acordar tarde não faz mal à saúde

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Há muito tempo se houve falar na importância de irmos dormir cedo para termos uma boa noite de sono. Alguns estudos, inclusive, afirmam que existem horários específicos durantes a noite que são responsáveis pelo funcionamento de importantes funções de nosso corpo.

Existe mesmo um relógio biológico?

Dormir e acordar tarde não faz mal à saúde

Não é de hoje que o ritmo biológico dos seres vivos tem sido estudado. Desde a Grécia Antiga este fator tem sido analisado por pesquisadores da época. Contudo, foi somente em 1950 que este mecanismo passou a ser considerada uma disciplina científica.

Todos os seres vivos, incluindo os humanos, criam ritmos de expressão funcional para se adaptarem à alternância entre dia (presença de luz) e noite (escuridão). Ao longo do dia, todos os seres apresentam o chamado ritmo circadiano, sendo estes os ritmos que se repetem a cada 24 horas. Existem também os ritmos ultradianos, que são inúmeros ciclos que se repetem a cada 24 horas, como, por exemplo, os batimentos cardíacos ou a respiração; também tem os ciclos infradianos, que se completam dentro de 28 horas ou mais, como é o caso do ciclo menstrual das mulheres (a cada 28 dias) e ciclo estrais em roedores (a cada 3 ou 4 dias nos ratos, por exemplo).

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A cronobiologia, estudo responsável por estudar os ritmos e fenômenos físicos e bioquímicos periódicos que ocorrem no seres vivos. Mais simplificadamente, esta área da biologia é responsável por estudar o “relógio biológico” dos seres vivos, nos mostra que ser mais "diurno" ou "noturno" (ou seja, seu cronotipo) é algo que está no DNA e é muito, muito difícil de mudar. A ponto de descobrirmos, atualmente, que tentar interferir nisso pode interferir na sua saúde. Mas mais do que isso, as pessoas que dormem tarde (e, por consequência, acordam mais tarde também) costumam sofrer preconceito da sociedade, sendo considerados preguiçosos ou desmotivados, mesmo não tendo controle sobre esse comportamento.

Devemos adaptar nosso relógio biológico às nossa atividades

Para Camilla Kring, fundadora da B-Society, uma sociedade que advoga pelo trabalho à tarde, nosso mundo não tem mais desculpas para exigir horários tão fixos de trabalho ou estudo. Em entrevista ao Vox, Kring explica: "em um mundo que a conexão de internet permite que trabalhemos em qualquer lugar e horário, as companhias deveriam permitir que seus funcionários tenham horários mais flexíveis e focados em seu horário ideal de sono". Para Kring, o modelo atual favorece pessoas com um relógio biológico matutino, que podem encarar uma reunião de manhã sem sofrimento. "Ao mudar seu horário em uma ou duas horas, você pode ter mais horas de sono e mais produtividade". 

O raciocínio é simples: em teoria, pelo menos, deveríamos trabalhar em horários que nos sentimos mais despertos, ágeis e produtivos. Um apanhado de 2012, que resume uma série de artigos sobre sono e relógio biológico, chega à conclusão de que nossa sociedade está condicionada a enxergar pessoas com preferência por dormir e acordar tarde de forma negativa, sem base científica suficiente para endossar esse comportamento. Cabe à ciência fazer mais estudos sérios sobre o assunto e investigar novas formas de favorecer diferentes cronotipos. 




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