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Por que as mulheres trabalham abaixo de suas habilidades?

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Sociólogos, economistas e muitos outros têm analisado, exaustivamente, por que as mulheres não obtêm certos tipos de emprego ou progresso além de certos níveis, e por que existem diferenças de remuneração entre homens e mulheres.

O que é o princípio Paula?

A crescente disparidade de competências entre homens e mulheres está aumentando em quase todos os países desenvolvidos, dando mais ênfase à pergunta: como e por quê a competência das mulheres não é reconhecida e recompensada como a dos homens?

Essa lacuna de competências está aumentando mais rapidamente do que a diferença entre os salários dos homens e das mulheres. Há uma impressionante simetria de imagem espelhada aqui com o “Princípio Peter”, que “Todo empregado sobe ao seu nível [sic] de incompetência.” O oposto é o Princípio Paula: “A maioria das mulheres trabalha abaixo do seu nível de competência.”

Este princípio revela duas coisas que devem interessar a todos: uma injustiça persistente na forma como a educação é recompensada; E um desperdício de talento comprovado. Aqui, “recompensas” não se refirem apenas aos retornos financeiros, mas também à satisfação de saber que as habilidades estão sendo adequadamente empregadas e de uma sensação de progressão, de avançar.

Igualdade?

No debate sobre a igualdade de gênero no trabalho, há também uma tendência natural de se concentrar nos principais cargos: quantas mulheres são juízes, CEOs, ministras e assim por diante? Concentrando-se no teto de vidro é compreensível, e justificável, que a desigualdade neste nível reflete a estrutura de poder mais agudamente. As pessoas que ocupam os melhores cargos são as que exercem maior influência e, portanto, deveríamos estar mais interessadas em como elas são distribuídas entre mulheres e homens, bem como em outras categorias sociais. Mas isso exclui a grande maioria das mulheres, para quem o teto de vidro não é uma imagem que nunca ressoa.

É um princípio de todo o sistema – ou melhor, um sistema profundo – e não apenas as camadas superiores, que precisamos nos concentrar se quisermos ver mudanças reais.




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